10/02/2008

Da defesa ao contra-ataque

Fonte: O Globo

Os equipamentos de segurança usados hoje no combate à sofisticação dos assaltantes

O GloboZap o especialista em imóveis

Em tempos de residências protegidas por equipamentos eletrônicos de segurança cada vez mais eficientes e acessíveis ao grande público, os três porquinhos poderiam tranqüilamente perguntar “quem tem medo do lobo mau?”. Brincadeiras à parte, embora os assaltantes também estejam se sofisticando, o mercado dá o troco. Para o corte de energia da residência, por exemplo, um artifício cada vez mais usado por ladrões para burlar os novos sistemas, um nobreak mantém a vigilância ligada por mais um tempo.

Um kit básico para uma casa de três quartos custa a partir de mil reais. O aparato — que pode ser instalado inclusive por moradores habilidosos — inclui sensores magnéticos, que detectam quando portas ou janelas são abertas, e sensores de movimentos, que avisam quando um intruso invade o ambiente. Eles são ligados a um sistema de alarme, que deve ficar escondido na casa, e que aciona uma sirene.

Mas o mercado oferece muito mais: a proteção pode começar antes do acesso à casa. O comissário da Polícia Civil Aurílio Nascimento, que também presta consultoria na área de segurança, explica que o primeiro nível de proteção é o perimetral, o que envolve a casa. Cercas eletrificadas ou invisíveis, isto é, formada por sensores de luz infravermelha, são instaladas em locais estratégicos. Enquanto isso, câmeras, em muros ou paredes, que filmam o invasor, podem até enviar uma foto para o celular do dono da casa:

— Mesmo que, por força bruta, o ladrão entre na casa, ele precisa ser muito rápido, pois o morador já chamou a polícia. E, se ele não estiver em casa, uma central de monitoramento, se contratada por ele, faz isso.

Interruptor de luz pode acionar botão de pânico

Para entrar em casa, em vez de usar uma chave, o morador pode usar um cartão, digitar uma senha numérica, ou usar seu próprio corpo — o sistema, chamado de biometria, reconhece a impressão digital, os traços da face ou a íris dos olhos.

— Uma biometria colocada na porta principal permite que os funcionários entrem apenas nos horários programados, evitando que eles sejam rendidos depois de sair do trabalho. Ou, dependendo do dedo que ele colocar, outras ações podem ser desencadeadas como avisar ao dono da casa via e-mail ou mensagem de celular sobre alguma coação que esteja ocorrendo — explica o arquiteto Marcelo Pacheco, sócio da empresa de automação Casa do Futuro.

Como, atualmente, em função da massificação dos dispositivos eletrônicos, os ladrões estão preferindo invadir as casas entrando junto com o morador, os equipamentos estão mais inteligentes, diz Pacheco:

— Nos sistemas de alarme, existe o botão de pânico, que aciona uma central de monitoramento, localizado em alguma parte da casa. Mas teríamos que ter muita sorte para que fosse possível acioná-lo. Com os novos sistemas de automação, qualquer interruptor de luz da casa pode funcionar como botão de pânico, bastando pressioná-lo por cinco segundos, por exemplo.

Nobreak
No caso de os ladrões cortarem a energia, uma manobra cada vez mais usada por eles, o aparelho mantém a vigilância ligada por mais um tempo.

Botão de pânico
Pode ser fixo, escondido num canto da casa, ou móvel, no formato de um chaveiro. Se acionado avisa à central de monitoramento sobre o perigo.

Câmeras
Permitem uma rotação de 360 graus contínuos e um zoom de 240 vezes. Podem mandar por e-mail, um aviso sobre a presença de estranhos ao dono da casa. Conectados à internet, permitem ainda que o morador veja o que está acontecendo lá dentro, quando estiver fora de casa.

Acesso à residência
Em vez da chave, o morador pode usar o próprio corpo para entrar em casa – a identificação é feita pela impressão digital, os traços da face ou a iris. Há ainda a opção de fazer o acesso por cartão com senha ou por um teclado em que a senha é digitada na hora de abrir a porta. Este ultimo é o controle de acesso mais popular e barato.

Sistema de alarme
Incluem sensores 1) magnéticos, que detectam quando as portas e janelas são abertas; 2) de movimento, que avisa quando um intruso invade o ambiente; 3) quebra de vidros; e 4) de calor humano, ideal para áreas externas, de pouco movimento e escuras. Um painel de alarme centraliza os sensores da casa, podendo acionar sirenes, enviar e-mails ou mesmo mensagem pelo celular.

Cercas invisíveis
Formada por sensores de luz infravermelha, são instaladas em lugares estratégicos. Elas detectam movimento nos arredores, antes que o invasor chegue à porta. Para evitar alertas falsos, de animais, funcionam de tal modo que o sensor só é ativado se uma pessoa passar pelos feixes de luz. Esses feixes, acionados, podem resultar na ação que o proprietário escolher: ligar holofotes, disparar alarme, soltar cachorros, etc. 

 

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