24/06/2007

Dá tempo de locar casa na serra

Fonte: O Estado de S. Paulo

Mesmo na badalada Campos do Jordão, há opções de imóveis disponíveis nestas férias

Carla DiasZap o especialista em imóveisMovimento – Dólar baixo divide turistas e adia a procura por casas em Campos do Jordão no inverno

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A pouco mais de uma semana das férias de julho, ainda há ofertas de imóveis para quem deseja passar uma temporada na serra em uma casa alugada. Entre as cidades preferidas do paulistano está a badalada Campos do Jordão, onde os preços são mais altos. Mas também há opções em Serra Negra, Atibaia, Bragança Paulista, Cunha e chalés em São Francisco Xavier, para quem quer um pouco mais de sossego e pagar menos.

Em Campos do Jordão, na Serra da Mantiqueira, a procura começou a crescer a partir do feriado de Corpus Christi, mas ainda está abaixo da expectativa, segundo o corretor de imóveis Marcelo Rezende, da Muratori Imóveis. “Com o preço do dólar baixo, às vezes é vantagem viajar para fora (do país)”, justifica. Como a maioria das famílias que alugam casas na cidade são de poder aquisitivo mais alto, esse tipo de variável econômica influencia bastante no mercado local, esclarece o profissional.

Com isso, quem decide de última hora passar as férias na cidade pode encontrar boas ofertas. “Dá tempo de conseguir ótimas opções”, garante. Mas ele recomenda que o interessado vá conhecer as unidades pessoalmente antes de fechar negócio. “Para evitar que a pessoa imagine uma coisa e encontre outra.”

Normalmente, o pacote mínimo de locação é de cinco dias. Segundo o corretor, para famílias ou grupos pequenos, de até quatro pessoas, compensa ficar em pousada. Acima disso, há várias opções. Uma casa de três dormitórios pode ser encontrada a preços a partir de R$ 600 até R$ 1 mil a diária. As diárias das unidades com quatro dormitórios custam de R$ 800 a R$ 1.200. Unidades maiores têm diárias de R$ 1 mil a R$ 1.500. Mas é possível conseguir descontos, caso o tempo de estadia aumente.

Vendas

As negociações de compra e venda de imóveis estão aquecidas este ano na cidade. “Aumentaram bastante, nos mais diversos tipos de unidades”, afirma Walter Nicolau Junior, diretor da imobiliária Cadiji. “Tanto casas acima de R$ 500 mil como as de valor menor têm saída.”

Para Nicolau Junior, o movimento reflete o boom imobiliário já verificado em São Paulo. “Os investidores estão voltando a comprar imóvel, coisa que há muito tempo não se via.”

Em Campos do Jordão o reflexo do aumento da oferta de financiamento quase não existe. “Aqui, a compra a crédito não funciona muito. Não são imóveis para moradia, mas sim para o lazer”, explica. No entanto, as facilidades oferecidas pelas instituições financeiras já aparecem nas compras das unidades na planta. “Tem gente usando o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço(FGTS) como parte do pagamento.”

São Francisco Xavier e Cunha são alternativas

Famosa pelos ateliês de cerâmica e pela culinária à base de pinhão e truta, a cidade de Cunha, na Serra do Mar, próxima ao município de Guaratinguetá, atrai muitos turistas durante as férias de julho e nos fins de semana de frio.

Não apenas quem vai para o local em grandes grupos, como também as famílias pequenas, têm opções para alugar imóveis bem em conta na temporada. De acordo com o corretor de imóveis Heitor Barbeta, dono de uma imobiliária com o mesmo nome, a maior parte das ofertas é de chácaras e sítios.

A diária dos imóveis com dois quartos custam cerca de R$ 50. Já os que oferecem infra-estrutura extra como piscina e salão de jogos podem ser alugadas a R$ 80 por dia.

Cachoeiras

Em São Francisco Xavier os preços aumentam. O distrito que está sob a jurisdição do município de São José dos Campos, no Vale do Paraíba, está localizado na Serra da Mantiqueira. A região é famosa pelas cachoeiras e pela prática de esportes radicais como rafting, canoagem e vôo livre. Por isso, costuma atrair grupos de jovens. Segundo imobiliárias locais, o valor das diárias das casas para temporada fica entre um e três salários mínimos – R$ 380 a R$ 1140. E os pacotes contratados costumam ser de, no mínimo, dez dias.

São casas grandes, de três a quatro dormitórios, equipadas com lareiras, piscina e sauna. O bairro mais nobre do distrito é Santa Bárbara, onde há os condomínios fechados.

 

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