30/10/2006

De Caminho para S. Amaro a Quibelândia

Fonte: O Estado de S. Paulo

Chácara: O Paraíso surgiu a partir de 1870, do loteamento das chácaras que circundavam a região central, incluindo o Sítio Paraíso, que ficava onde hoje termina a Avenida Liberdade.

Naquela época, muitas das casas recém-instaladas já se caracterizavam como residências de alto luxo, enquanto outras começavam a ser ocupadas por moradores de classe média.

A chácara de Alexandrina de Morais, uma das maiores proprietárias de terrenos, foi a base do loteamento. O sítio ficava nas proximidades da Rua Vergueiro e a divisão de suas terras em lotes deu-se entre 1877 e 1886, surgindo daí as Ruas Pedroso, Maestro Cardim, Alfredo Elias e Paraíso. O bairro era conhecido como Caminho de Carro para Santo Amaro.

Próximo da chácara de Alexandrina de Morais, antigamente conhecida como Sítio do Sertório, ficava uma fonte de água mineral, conhecida como Água Paraíso, que deu nome à área e foi muito consumida em São Paulo até a década de 1930. Lugar de topografia alta, perto da Avenida Paulista e no meio do caminho para a Vila Mariana, o Paraíso se tornou o endereço preferencial das classes abastadas, principalmente por causa das belezas naturais.

Aos poucos, muitos integrantes da comunidade árabe, principalmente sírios e libaneses enriquecidos no comércio, começaram a se instalar na área, onde foi fundada em 1934, a Catedral Ortodoxa Antioquina. Por conta do grande número de restaurantes e lanchonetes de comida árabe, o Paraíso também se tornou conhecido como Quibelândia nos anos 80. Depois da Catedral Antioquina e dos Hospitais Beneficência Portuguesa e Oswaldo Cruz, o Paraíso ganhou, em 1982, um novo símbolo: o Centro Cultural São Paulo.

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