06/05/2009

De olho nos sintomas da crise econômica

Fonte: O Estado de S. Paulo

Gastos têm alta de 0,3%; além disso, indicador de vendas pendentes de imóveis residenciais subiu 3,2% em março

Washington – Os gastos totais com construção civil nos Estados Unidos subiram 0,3% em março, para a taxa anual sazonalmente ajustada de US$ 969,7 bilhões, informou nesta segunda-feira, 4, o Departamento do Comércio norte-americano, superando a previsão dos economistas de queda de 1,3%. É o primeiro aumento nos gastos desde setembro do ano passado, ou em seis meses. Na comparação com março de 2008, os gastos caíram 11%. Para fevereiro, os gastos foram revisados para queda de 1%, de retração de 0,9% informada anteriormente. 

Os gastos com construção residencial caíram 4,1% em março, para US$ 265,85 bilhões, queda inferior à registrada em fevereiro, de 5,6%, segundo dado revisado. Em relação a março do ano passado, os gastos com construção residencial cederam 33,3%.

Os gastos com construção fora do setor residencial subiram 2% em março em relação a fevereiro, uma vez que os investimentos para a construção de instalações educacionais e de energia elétrica aumentaram e os investimentos para construção de escritórios permaneceram estáveis. Os gastos do setor privado caíram 0,1% em março, para US$ 661 bilhões, enquanto os gastos do setor público cresceram 1,1% em março, para US$ 308,7 bilhões.

VENDAS – Ao mesmo tempo, o indicador de vendas pendentes de imóveis residenciais nos EUA subiu 3,2% em março, para 84,6, de 82 em fevereiro, informou a Associação Nacional de Corretores de Imóveis (NAR, na sigla em inglês). Analistas privados esperavam que as vendas subissem 1%.

Porém, o economista-chefe da associação, Lawrence Yun, disse que ainda é muito cedo para declarar uma recuperação no setor imobiliário. “Este aumento pode ser um indicador antecedente de que os compradores em busca do primeiro imóvel estão respondendo às condições mais favoráveis de compra e ao crédito tributário de US$ 8 mil, que aumenta o poder de compra ainda mais em regiões onde programas especiais permitem que os compradores usem o crédito como pagamento de entrada”, afirmou Yun, em comunicado. “Precisamos de vários meses de crescimento sustentado para demonstrar uma recuperação no setor imobiliário.”

Em sua projeção mensal para a indústria, a associação espera que as vendas de moradias existentes nos EUA atinjam 4,97 milhões este ano e 5,28 milhões em 2010, de 4,91 milhões de unidades em 2008.

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