09/01/2012

Decoração de uma casa masculina tem predomínio da cor preta

Fonte: O Globo

Apartamento na Lagoa ganha clima retrô, onde há até tacos dos anos 60

Projeto de Roberto Figueiredo e Luiz Eduardo Almeida da Ouriço Arquitetura MCA Estúdio

Escolher um estilo para o projeto da nova casa de um cliente foi mais que um trabalho para os arquitetos Beto Figueiredo e Luiz Eduardo Almeida, da Ouriço Arquitetura.

“Foi uma curtição. Nós nos encontramos por acaso em Nova York e percorremos vários bairros e prédios, como a área do Flat Iron, a Madison Square Park e as ruas de Midtown em busca de inspiração. Ele queria uma decoração moderna e sóbria e acabamos encontrando um estilo que batizamos de Industrial dos anos 50”, conta Beto Figueiredo.

Recém-separado, o dono do apartamento partiu do zero, mas não queria que tivesse um ar de tudo novo. Como a casa é alugada, os arquitetos fizeram poucas obras estruturais, mesmo sendo o lugar bastante compartimentado. Mantiveram o piso de taquinhos dos anos 60, abrindo a cozinha e o escritório para o living.

“Fizemos uma grande maquiagem, um cenário, mas que tem um grande impacto visual. E apesar das paredes serem pintadas de preto e a cor ser predominante em todos os ambientes, ela destaca muito mais as peças de decoração. A estante é de metal, bem fininha, e os livros coloridos acendem e saltam da parede, assim como o quadro de Pancetti, que aparece mais. Incrível como o preto deixou tudo mais aconchegante. O resultado nos deixou muito felizes”, explicam os sócios.

Um detalhe que não passa despercebido são as luminárias Oskar, de Ingo Maurer, que ficam na estante. Em formato de livros, de onde saem traças. Bem apropriadas. A iluminação, aliás, tem um papel importante na decoração. Com exceção das lâmpadas dicróicas que iluminam a parede da televisão, todas as outras são de filamento de carbono, que dão uma luz amarelada, deixando os ambientes mais aconchegantes.

Objetos e móveis foram encontrados em feiras e brechós, alguns em antigos hotéis da Serra. Tudo para acentuar o ar retrô, quase noir. Até mesmo os tapetes orientais, da Diesel, têm um tingimento especial, são raspados e praticamente não têm pelos para parecerem gastos. Um charme extra vem dos cartazes de filmes antigos que foram transformados em quadros e estão espalhados por toda a casa, inclusive no quarto das crianças.

Os banheiros foram emassados e os rejuntes pintados de preto, assim como as paredes, em tons de cinza, gelo e preto. Armários que parecem de antigas farmácias e caixotes no lugar de latas de lixo acentuam o estilo.

“O quarto tem carpete e cortina de veludo preto. Bom para dormir! Os armários foram desenhados por nós, com portas de vidro com brise-bise nas portas e pintadas de verde azeitona”, explica.

Na cozinha, uma meia parede em pinho de riga cria espaço para uma pequena mesa (com banquinhos antigos de estilos diferentes) e esconde a área da pia.

“Assim, da sala não se vê a bagunça!”

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