30/09/2007

Decoração que tem jeito de cenário

Fonte: O Globo

De material de demolição, casa do ator Sérgio Britto
é toda artesanal

Simone Marinho Zap o especialista em imóveisBanco com estofado de couro, comprado num cinema falido

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Há dez anos, o ator e diretor Sérgio Britto trocou seu luxuoso apartamento no Leblon por uma rústica casa em Santa Teresa. O trânsito que enfrentava para os teatros do Centro do Rio e para a TV Educativa, onde grava seu programa “Arte com Sérgio Britto”, e o espaço maior para seus cinco mil vídeos de filmes foram os principais motivos. Mas houve um outro:

— Você imagina o que é morar numa casa com clarabóia? Em que a luz natural entra? Isso é sensacional!

Simone MarinhoZap o especialista em imóveisSob a clarabóia, o violoncelo usado em uma peça

 

 

A clarabóia, entretanto, não é o único encanto da edificação. Com três andares, a casa (que faz parte de um conjunto de quatro, geminadas) foi construída com material de demolição da mansão que existia no terreno.

— É uma construção totalmente artesanal. Em cada cômodo, o teto, de madeira de demolição, tem um formato diferente. Nas paredes, tijolos aparentes antigos e grandes panos de vidro, que trazem o jardim para o interior. Já o piso é de cimento queimado, com ladrilhos hidráulicos — detalha Britto.

Simone MarinhoZap o especialista em imóveisNa sala de estar, parte dos cinco mil vídeos e a cadeira preferida do dono, de madeira bruta com traçado de ferro

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A mobília segue o mesmo estilo. A maior parte foi comprada nas cidades históricas de Minas Gerais. Muitos móveis, no entanto, são herança de peças teatrais em que Britto atuou. Como o conjunto de mesa e cadeiras de jantar e a cristaleira italianos, que foram da peça “Sábado, domingo e segunda”. Há, ainda, um banco de quatro lugares, de madeira e estofados de couro, comprado num cinema de bairro que fechou. E, iluminado pela festejada clarabóia, está um violoncelo que foi da peça “O poder do hábito”, para a qual Britto teve que aprender a tocar um minuto e meio do quinteto “A Truta”, de Schubert.

Simone MarinhoZap o especialista em imóveisNo quarto do ator, as marionetes que representam a profissão: Profissão começou com um boneco do Tibet comprado em Nova York

 

 

— Não me preocupo com a combinação. Compro o que gosto. Na sala de estar, tenho uma cadeira que trouxe da Bahia, de ferro trançado, que todos pensam que é desconfortável, mas que, além de linda, é surpreendentemente confortável — diz o ator, que, em seu quarto, tem uma coleção de marionetes. — Começou com um boneco do Tibet, que comprei em Nova York. Depois, trouxe outros da Índia, da Espanha, de Minas Gerais e ainda ganhei dois bonecos da Commedia Dell’Arte. Eles são a representação da profissão do ator.

 

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