03/09/2010

Déficit habitacional cai com a construção de 450 mil novas moradias desde 2007

Fonte: O Globo
(Foto: Divulgação)
Maior parte do déficit habitacional está concentrada na Região Sudeste (Foto: Divulgação)

Pesquisa do Ministério das Cidades aponta redução do déficit habitacional no Brasil. Segundo estudo da Fundação João Pinheiro, o indicador, que em 2007 era de 6 milhões de moradias, hoje está em 5,572 milhões, uma queda de 7,6%. A maior concentração do déficit – 96,6% do total – abrange famílias com renda inferior a cinco salários mínimos (R$ 2.550).

A maior parte do déficit habitacional está concentrada na Região Sudeste – 36,9% do total ou 2,1 milhões de moradias. A Região Nordeste é a região com o segundo maior déficit habitacional do país: 2 milhões de domicílios ou 35,1% do total.

Comparada às demais regiões, a Região Norte apresenta o maior percentual do déficit em termos relativos – o déficit de 600 mil unidades habitacionais corresponde a 13,9% dos domicílios da região.

O ministro das Cidades Márcio Fortes de Almeida explicou, através de nota, que “a pesquisa exclui pessoas que coabitam por razões não financeiras”, referindo-se à alteração da metodologia da pesquisa feita desde o levantamento referente ao ano de 2007. Antes, famílias que moravam juntas, mesmo que por opção e não por falta de recursos financeiros, entravam na conta do déficit, contribuindo para aumentar a soma. Mas, segundo ele, “a redução do déficit já mostra resultados da política habitacional do governo”.

Resultados preliminares do estudo “Déficit Habitacional no Brasil 2008”, divulgados em março passado, já indicavam que o déficit havia caído de 6 milhões para 5,8 milhões de moradias.

Domicílios vagos – De acordo com o estudo, o Brasil tinha, em 2008, cerca de 7,2 milhões de domicílios vagos em condições de serem ocupados e em construção. Desse total, cerca de 5,2 milhões estão localizados em área urbana.

Cálculo do déficit – Quatro elementos compõem o cálculo do déficit: habitações precárias, coabitação familiar, ônus excessivo com aluguel e adensamento excessivo nos domicílios alugados.

São consideradas habitações precárias os domicílios improvisados e os rústicos; a coabitação familiar se caracteriza pela convivência de famílias na mesma moradia por falta de opção; o ônus excessivo com aluguel acontece quando mais de 30% da renda mensal de uma família com renda familiar de até três salários mínimos são destinados ao pagamento do aluguel; e o adensamento excessivo nos domicílios alugados quando mais de três pessoas dividem o mesmo dormitório.

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