03/12/2013

Déficit público é ameaça para economia em 2014

Macroeconomia

O que esperar da economia brasileira num ano de Copa e Eleições? Otimismos e misticismos à parte, os números não nos levam a uma previsão animadora para 2014. No aspecto global, o FED retomou seu discurso de aperto de liquidez já para o início do ano e os mercados se reposicionaram com queda de preço nos ativos de risco. As Bolsas de Valores no G7 continuaram bem (EUA, Alemanha, China e Japão), mas o nosso Ibovespa sofreu bastante – perda de 8,4 % em dólares. Outro destaque internacional é a economia americana dando sinais de vitalidade, com possibilidade de as taxas de juros subirem por lá, num movimento contrário ao que se vê na Europa.

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Déficit público é ameaça para economia em 2014
Bolsas de Valores no G7 continuaram bem, mas o nosso Ibovespa sofreu bastante (Foto: Thinkstock)

E o Brasil? O problema por aqui se chama deterioração das contas fiscais, que assusta o investidor – sobretudo, em ano de eleições –, mantém a inflação em alta e não dá espaço para a queda dos juros. Pode-se até dizer que a Selic em alta atrai o capital estrangeiro, mas só o especulativo, de curto prazo, o que aumenta a volatilidade e a incerteza quanto ao nosso câmbio. A grande expectativa são os leilões de infraestrutura, que poderiam nos recolocar na rota do crescimento. Temos assistido à retomada dos leilões de infraestrutura com mais de R$ 20 bilhões de caixa gerados pelos aeroportos de Confins e Galeão, e o sucesso na Rodovia da Soja, a BR-163, que também teve ágio.

Essa mudança de paradigma pode redirecionar o País. O ideal seria sair do modelo de estimular a demanda e passar a incentivar o crescimento via investimento. Existe muito espaço para projetos, pois temos menos de 30% do estoque de infraestrutura se comparado aos países desenvolvidos. Há muito dinheiro para entrar nesses negócios, que alavancam a economia e empregam pessoas. O que esperar de 2014? Ora, que esse ou o próximo governo tenha capacidade e vontade de encaminhar as reformas estruturais (previdenciária, trabalhista e política) e os investimentos estratégicos em educação e infraestrutura que tanto precisamos. Boas Festas! *é sócio da Condere Consultoria, professor do Insper, da FIA/USP e tem as certificações CFA

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