18/10/2010

Depois do boom de lançamentos populares, construtoras voltam a apostar em imóveis de quatro quartos

Fonte: O Globo
(Foto: Divulgação)
Segundo Esta pode ser a nova aposta para o mercado carioca (Foto: Divulgação)

Com o boom de lançamentos populares, impulsionado pelo programa Minha Casa, Minha Vida, os imóveis de quatro quartos sofreram forte retração no mercado imobiliário no ano passado. Segundo dados da Associação dos Dirigentes do Mercado Imobiliário (Ademi), das 10.763 unidades residenciais lançadas na capital em 2009, apenas 334 tinham quatro quartos. Mas, neste ano, os números apontam leve crescimento de imóveis com mais de três dormitórios. Entre janeiro e setembro, dos 9.336 novos imóveis residenciais, 584 são de quatro dormitórios. De acordo com algumas construtoras, esta pode ser a nova aposta para o mercado carioca.

O presidente da Ademi, Rogério Chor, explica que o aumento da participação das classes C, D e E no mercado acabou contribuindo para o maior investimento em imóveis de dois quartos em detrimento das unidades com mais cômodos.

“Antes de 2008, as faixas de renda correspondentes às classes média e média-baixa representavam 5% do mercado comprador. Em 2009, passou para 15% e em 2010 deve chegar a 40%. E os imóveis mais procurados por esse público são os de dois quartos. Quando não havia tantas facilidades para compra de apartamentos, as classes de alto poder aquisitivo eram as que tinham maior poder de compra e os imóveis de três e quatro quartos eram os mais procurados”, explica Chor.

Porém, buscando atender à demanda reprimida por apartamento com mais de três quartos, algumas empresas planejam lançamentos do tipo, como a construtora Calçada, que investe em lançamentos de três e quatro quartos em bairros das zonas Oeste e Norte. No último lançamento da construtora, o Florença Residences, em agosto deste ano, na Tijuca, os 160 apartamentos, de três e quatro quartos, foram vendidos no dia do lançamento. O gerente de marketing da empresa, Bruno Oliveira, confessa que a velocidade de vendas o surpreendeu:

“Nós tínhamos um total de 160 unidades, sendo 140 de três quartos e apenas 20 de quatro quartos, que foram os primeiros a acabar. Acreditamos que há uma demanda reprimida por esse tipo de imóvel.”

A Rubi Engenharia também prepara o lançamento de um empreendimento de unidades de três e quatro quartos na Freguesia, ainda para o primeiro trimestre de 2010. A diretora da Rubi, Ana Carolina Alvim, explica que o foco da empresa é nas classes média e média alta e que há público para esses imóveis:

“Esse é o sétimo empreendimento de três e quatro quartos que lançamentos na Freguesia. Com 200 unidades, terá perfil de condomínio-clube, com área de lazer completa”, afirma Ana Carolina.

Já a Even está lançando o Royal Blue, na Barra da Tijuca, com 190 apartamentos de até quatro suítes, em parceria com a Disa Catisa. Na primeira fase do empreendimento, com 114 apartamentos, a Even vendeu dois terços das unidades no dia do lançamento. As primeiras a serem vendidas foram as unidades com quatro suítes. Desde que chegou ao Rio, em 2006, é o primeiro empreendimento da Even voltado exclusivamente para a classe A.

“Sentimos uma demanda por este tipo de empreendimento no mercado carioca, que vem recebendo muitos lançamentos populares. Há poucas opções de empreendimentos novos com quatro quartos na cidade”, explica Claudio Hermolin, diretor da Even para o Rio.

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3 Comentários

  1. Os apartamentos modernos são mínimos , desconfortáveis e caros.As construtoras perceberam, um pouco tarde, que ninguém quer viver engaiolado.Há muita rotatividade em prédios de múltiplos apartamentos. Imagine uma andar com vinte moradias. É confusão na certa, sem contar a falta de privacidade criada pela proximidade entre os cômodos, as paredes finas e a relação já tão problemática entre vizinhos.Claro, eles vivem em mansões, o povo que se dane.

  2. Os lucros dos empreendimentos são excessivos em detrimento da qualidade. Num empreendimento com 4 blocos, 1 bloco já paga todos os custos, os outros são lucro líquido, EXTORQUIDOS, ainda, da população endividada com juros excessivos. Vi um imóvel na rua Barão de Mesquita – Tijuca – RJ Vila Carioca – que foi construído com varanda atrás do paredão do outro a cerca de 3 metros e já havia outro ímovel na frente. Quem do Estado autoriza uma barbaridade dessa e a troca de quê? Cada vez é mais difícil morar decentemente no Brasil. Há quartos sendo construídos e autorizados pelo Estado, que quando a criança se levanta da cama corre risco de cair pela janela. Lembram do caso Nardoni, em que as janelas precisavam ficar cheias de tela pois a única cama ficava em baixo da janela de tão pequeno o quarto para colocar os armários. Como o Estado autoriza a construção de janelas e varandas baixas e inseguras em que os moradores são responsabilizados pela colocação de redes de proteção? A construção já não deveria ser segura para moradia? Deveria haver um espaço mínimo para numa parede ficar os armários, noutra uma ampla bancada de estudo e noutra pelo menos duas camas afastada das janelas. A função do imóvel é a digna habitação das famílias e não a especulação e o lucro excessivo. Ouvi falar de um prestigiado político das diretas já que tinha 1000 imóveis em seu nome, sendo o caso abafado. Isto é correto? Algumas sugestões para o futuro Presidente evitar a crescente favelização e a degradação das habitações, de modo os imóveis cumprirem sua função: 1) quanto menor o imóvel construído maior a aliquota de imposto de renda para a construtora – 2)quem tiver um segundo imóvel deve pagar 2 vezes o percentual padrão de IPTU, no terceiro imóvel três vezes, e assim por diante, exceto se ocupado e alugado no periodo, com pena de perdimento em caso de fraude 4) permitir apenas a propriedade de 1 ou mesmo 2 imóveis por CPF; 5)imóveis em área urbana não ocupados em determinado periodo devem pagar imposto maior relativo a este periodo com pena de perdimento comprovada fraude. O BRASIL É UMA GRANDE FAVELA POR OMISSÃO DOS POLÍTICOS QUE TEM ADMINISTRADO ESTE PAÍS COM LEIS SEM NENHUMA INTELIGÊNCIA. A LEI DEVE INDUZIR AS COISAS BOAS.

  3. – Podem públicar o comentário, peço para não publicar meu e-mail.Existe um nicho de mercado referente aos clientes da classe média que: não gostam de viver num clube, não possuem filhos, viajam bastante e/ou estão prestes a se aposentarem. A título de exemplo acrescento que na rua Itabaiana, Grajaú, fizeram um predinho que também vendeu rápido, possuía apenas garagem, rampa para idosos, varanda, área de serviço e bom tamanho. então, poderiam fazer prédios maiores que atendesse a esse público que gosta de praia, teatro e de viajar, conheço várias pessoas com esse perfil. – Está faltando apartamentos mais altos, porque as cabeças dos cliente ficam próximas dos lustres. Obs: em Brasília é mais fácil comprar um apto que no Rio, devido suas entradas serem pulverizadas em várias intermediárias. Tãnia.

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