30/10/2006

Desafio das subprefeituras é fazer obras e melhorar o serviço

Fonte: O Estado de S. Paulo

Manutenção de áreas verdes e limpeza de ruas e córregos, criação de parques lineares, trabalho específico com as favelas e criação de vagas em uma universidade a ser construída em um terreno cedido pelo Município. As subprefeituras da zona leste têm planos de continuidade e, na maior parte do casos, de ampliação dos serviços prestados à população em 2005. Tudo depende do orçamento, recentemente aprovado na Câmara, que prevê uma arrecadação recorde de R$ 17,2 bilhões, com R$ 2,4 bilhões somente para investimento. Passado o primeiro ano de administração e de conseqüente reconhecimento da máquina interna, a perspectiva dos subprefeitos é de conseguir melhorar o serviço.

O subprefeito de Itaquera, Laert de Lima Teixeira, por exemplo, que comemora a recente assinatura pelo prefeito José Serra (PSDB) da retomada das obras de construção da ponte na direção da Rodovia Ayrton Senna, na Estrada Jacu-Pêssego, compara a região a um Uruguai adormecido, que pode despertar quando tiver superado alguns entraves ao desenvolvimento.

“Veremos prontos neste ano o túnel ligando a nova Radial Leste à antiga, nas proximidades da Estação Itaquera do Metrô, e um parque linear no centro do bairro, que deverá ser financiado pela compensação ambiental do futuro shopping ao lado da estação.”

Com a maior facilidade de circulação nas imediações, no centro geográfico da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), Teixeira considera que o “Uruguai” pode, finalmente, acordar de vez. “Nossa percepção é de que Itaquera vai ter, cada vez, mais um papel importante na área de serviços”, diz. Atualmente, ele trabalha um acordo com uma universidade particular – cujo nome ele prefere não revelar – para que esta passe a ocupar em comodato uma área da Companhia Municipal de Habitação (Cohab), na frente da estação de metrô. Em troca, a entidade vai oferecer bolsas em cursos tecnológicos nas áreas de Metalurgia e Edificações a alunos pobres, saídos da rede pública de ensino.

Invasão

Eduardo Odloak, subprefeito da Mooca, espera ver resolvido neste ano um dos grandes problemas ambientais da região: a ocupação irregular por camelôs do Largo da Concórdia. Ao mesmo tempo, a revitalização da Avenida Celso Garcia, uma das principais da região, é outra prioridade. “O largo foi privatizado e vamos retomá-lo para a população”, afirma. O dia 30 do mês passado foi o último em que os ambulantes puderam ficar na praça ocupada. A Rua do Gasômetro, também no Brás, passa por um processo de revitalização, com apoio de bancos de fomento internacionais. O mesmo vale para algumas regiões comerciais, incluindo a Rua Oriente.

Já uma obra que depende de recursos orçamentários, segundo Odloak, é a construção de um viaduto sobre a Salim Farah Maluf, que ligaria a via à Radial Leste, convertendo a Celso Garcia em uma alternativa ao trânsito no sentido Leste-Oeste. Seu colega da Vila Prudente, Nelson Evangelista Vitor, por sua vez, pretende dar prosseguimento a várias obras de contenção de enchentes iniciadas no ano passado, incluindo limpeza de córregos. “Nossa proposta é aumentar em pelo menos 25% o que já foi despendido em manutenção em 2005 com tapa-buracos, limpeza de bocas-de-lobo e cata-bagulhos.”

De acordo com ele, ainda serão feitas obras maiores, como a instalação do Parque Linear Adutora do Rio Claro, em parceria com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), e a canalização do córrego da Rua Tomás Magalhães, uma antiga reivindicação da população.”Também vamos construir muros de arrimo e contenção nas Ruas Irenilda Costa e Espinhel, além de cuidar do Córrego Inhumas e fazer 300 mil metros quadrados de recapeamento asfáltico na região.”

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.