09/09/2010

Desconto no preço de imóvel usado chega a 13,7%

Fonte: Jornal da Tarde
(Foto: Divulgação)
Nos últimos cinco anos, a valorização imobiliária na capital paulista chega a 40% (Foto: Agência Estado)

Para quem buscava um imóvel usado em bairros de classe média e média alta da cidade de São Paulo, julho foi um bom mês para barganhar. Com preços em alta, os proprietários foram obrigados a oferecer um desconto maior para conseguir fechar negócio.

Essa é a conclusão da pesquisa realizada pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-SP). Segundo apurou a entidade, os abatimentos concedidos em julho para unidades das zonas B (13,71%) e C (8,66%) foram os maiores do ano. Entre os bairros onde houve os maiores abatimentos estão Aclimação, Alto da Lapa, Brooklin, Indianópolis, Planalto Paulista, Pompeia, Vila Olímpia, Água Branca, Bosque da Saúde, Ipiranga, Mooca, Santana e Vila Romana, entre outros.

Nos últimos cinco anos, a valorização imobiliária na capital paulista chega a 40%, sendo que o período de 2008 até hoje foi quando a escalada de preços dos imóveis mais se intensificou. “E os proprietários notaram esse crescimento, que se deu em especial nos bairros que ainda não estavam saturados, justamente as zonas B e C”, explica José Viana Neto, presidente do Creci-SP, referindo-se a bairros como Vila Olímpia, Vila Leopoldina e Água Branca.

Diante da forte movimentação do mercado imobiliário, foi natural haver alguns exageros, conta Viana. “Muita gente se empolgou com a alta de preços, com a forte demanda, e acabou jogando o valor do imóvel lá para cima. Só que depois se viu forçado a reduzir o preço para conseguir concretizar a venda”, justifica.

Para Celso Petrucci, economista-chefe do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), o levantamento mostra que o próprio mercado tem regulado os preços. “A valorização imobiliária se dá de acordo com a demanda dos compradores”, comenta Petrucci. “Quando o consumidor começa a achar que um imóvel está mais caro do que deveria estar, é natural que ele barganhe um desconto. E se ele estiver correto em sua análise, o proprietário vai mesmo acabar baixando o preço”, acrescenta.

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Mas os especialistas alertam que errar no preço pode trazer um grande prejuízo ao proprietário. Em primeiro lugar, porque isso vai retardar a venda do imóvel – uma unidade usada leva, em média, de dois a quatro meses para ser comercializada. Outro problema é que, se em um segundo momento, o proprietário resolver baixar o preço isso pode denegrir o imóvel e estimular os compradores a barganharem ainda mais.

Na Lello, imobiliária cuja carteira de imóveis à venda supera mais as 10 mil unidades, a média de desconto é de 6%. “Mas há muitos casos em que fechamos o negócio exatamente pelo preço anunciado, o que é bom para todo mundo”, afirma Roseli Fernandes, diretora da Lello.

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