02/12/2007

Deu verde na construção

Fonte: O Globo

Os produtos sustentáveis da Feira Construir 2007

Carlos IvanZap o especialista em imóveisElevador hidráulico:consumo de energia 40% menor do que o elétrico

 

 

A Feira Construir 2007 foi um tanto o quanto verde. Empresas dos diferentes setores que fornecem produtos e serviços para a construção de casas e prédios apresentaram novidades sustentáveis no evento, realizado semana passada, no Riocentro. Das paredes aos móveis, passando pela iluminação, houve preocupação com o desperdício de energia elétrica e com o reaproveitamento de materiais.

A Elevadores Ideal, por exemplo, levou para a feira elevadores hidráulicos, que têm consumo de energia 40% menor que os elétricos. O sistema funciona com uma bomba de óleo que aciona um pistão: na descida, é o próprio peso do elevador que faz ele se locomover. Este tipo de máquina não é nova no mercado, mas era usado principalmente no transporte de cargas, conta o gerente de Equipamentos Especiais da Ideal, Paulo Lima, ressaltando, entretanto, que para edifícios de mais de seis andares, o custo-benefício não compensa.

 

 

 

Carlos IvanZap o especialista em imóveisPlacas usadas no sistema de captação de energia solar: economia de custo de 30%

— O sistema só deve ser implantado em casas e prédios pequenos — diz Lima, informando que num prédio de quatro andares, o custo de implantação varia entre R$40 mil e R$50 mil, ou seja, sai por um valor 10% a 15% abaixo dos modelos elétricos.

Equipamentos para captação de energia solar, sistema que ganha cada vez mais adeptos, também foram expostos na feira. Segundo o gerente de vendas da Solagua Equipamentos Solares, Wilson Soares, essa estrutura garante uma economia de cerca de 30% na conta de luz, em relação ao que é gasto com o chuveiro elétrico. Mesmo sem sol por vários dias, a água se mantém quente, já que um apoio elétrico é acionado quando a temperatura da água represada começa a baixar, mantendo-a em 45 graus. O custo ainda é um pouco salgado: para uma família de quatro pessoas, o sistema sai por uns R$4,2 mil, incluindo a instalação. Mas o equipamento pode ser financiado pela Caixa Econômica Federal (CEF), informa Soares.

Carlos Ivan Zap o especialista em imóveisOs leds: economia de até 80% no consumo de energia, além de uma durabilidade maior

 

Mais durável e intensa, a luz emitida pelos leds, febre entre os lighting designers, foi levada para a feira por diferentes empresas de iluminação. Com durabilidade mínima estimada em seis anos e intensidade luminosa 30% maior do que as lâmpadas normais, os leds proporcionam uma economia de até 80% de energia em relação às lâmpadas convencionais, ressalta Arthur Castro, representante comercial da Lâmpadas FLC.

Carlos IvanZap o especialista em imóveisBanco de Policog: o produto é igualzinho à madeira, mas é fabricado a partir de embalagens plásticas recicladas

Um dos destaques da feira foi o Policog, ou “madeira plástica”, da Cogumelo. O produto, igualzinho à madeira, é fabricado a partir de plástico reciclado. A linha inclui decks e móveis de áreas externas, com a vantagem de dispensar manutenção e pintura. Além de ter uma durabilidade muito maior que a da madeira:

— O custo é semelhante ao de uma madeira de lei. Um banco para jardim sai a R$320 — informa o gerente comercial da Cogumelo, Tiago Paura, lembrando que há três tonalidades do material.

Casa de gesso custa entre R$13 mil e R$30 mil

Carlos IvanZap o especialista em imóveisCasa de gesso popular: material pode ser reaproveitado e é isolante térmico

Chamado de alvenaria ecologicamente correta, o gesso foi apresentado na feira como uma opção de material para a construção de casas populares. A empresa Supergesso, de Pernambuco, montou na mostra uma casa de 37 metros quadrados que, com todos os acabamentos (pisos, esquadrias etc.) custa R$30 mil. Sem eles, sai a R$13 mil.

— Utilizamos blocos de gesso agrícola, um material que pode ser triturado e reutilizado para corretivo de solo nos agronegócios. E o produto é isolante térmico, o que diminuiu o consumo de energia, por exemplo, com ventiladores — ressalta Josival de Oliveira, diretor comercial da Supergesso, acrescentando que uma casa desse tipo custa até 25% abaixo e leva menos tempo para ser construída do que uma tradicional, feita de tijolo comum.

 

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