15/12/2006

Divorciada escolhe flat para se livrar de rotinas

Fonte: Jornal da Tarde

Artista plástica ressalta que não se preocupa com arrumações domésticas, incluídas no custo mensal

Divorciada de seu segundo marido, a artista plástica Marielba Bueno decidiu que era o momento de se mudar para um novo apartamento – de preferência, um em que pudesse aproveitar mais o tempo de folga e se dedicar menos à arrumação da casa. Ela encontrou em um flat próximo à Avenida Paulista o local ideal.

“Morava a duas quadras daqui e queria continuar na região. O prédio tem seis apartamentos por andar e acho que essa é a conta ideal para um flat, nem muito cheio nem muito vazio”, elogia Marielba, 56 anos. “Com a facilidade dos serviços, eu não me preocupo com muitas tarefas domésticas.”

A mudança para o novo endereço é recente: aconteceu no dia 30 de novembro. Nesse ínterim, a artista plástica já conseguiu sentir os benefícios de morar em um apartamento menor e cercado de mordomias. A arrumação, por exemplo, fica a cargo do próprio condomínio.

A nova moradora também aprova outros serviços disponíveis e inclusos no pagamento de R$ 809 mensais à administração. “Existe o mensageiro e a TV a cabo também. Só preciso pagar a luz”, conta.

A idéia de morar em um flat surgiu durante uma viagem de Marielba para Santa Catarina. Hospedada em um complexo hoteleiro que também contava com um prédio de apartamentos para moradia fixa ou locação, conheceu o conceito que imaginava ser o ideal. “Mesmo quando eu estava casada, já planejava me mudar algum dia. Os homens reclamam muito quando a casa está bagunçada e as mulheres perdem muito tempo nessas tarefas. O flat é ideal para quem é solteiro ou casais sem muito tempo.”

Porém, exige-se alguns sacrifícios de quem decide trocar um apartamento de dois dormitórios por um cuja cozinha praticamente se confunde com a sala. “Já tinha doado grande parte dos meus utensílios, a única coisa traumática. Mas ainda tenho cinco caixas que estão na sala e preciso dar um jeito de arrumar tudo”, diz Marielba.

No flat, ela encontrou outros benefícios que compensam o gasto elevado com condomínio. “Tenho sala de ginástica, sauna e piscina. Posso abrir mão da academia. A aparelhagem é pequena, mas é o suficiente para que me exercite.”

Os vizinhos costumam mudar com freqüência. Aberto a locações temporárias, que podem durar meses ou só alguns dias, os apartamentos geralmente estão sempre ocupados. “Saio para trabalhar e encontro as pessoas no elevador. A rotatividade não me incomoda, já que a maioria das pessoas que ocupam os apartamentos está ali para trabalhar. Não é um problema”, aponta.

Quem não quiser compartilhar o mesmo espaço com vizinhos desconhecidos pode morar em flats mais antigos, transformados em ‘condomínios residenciais’. As locações duram mais tempo, mas as comodidades nesses flats são mantidas.

 

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