17/12/2008

Economia de água pode chegar a 25%

Fonte: Jornal da Tarde

Consumo por unidade cai nos prédios onde o medidor individual é instalado, afirma Sabesp

A instalação dos medidores individuais de consumo de água em condomínios nas cidades paulistas atendidas pela Companhia de Saneamento Básico (Sabesp) pode custar até R$ 1 mil. A estimativa é de Márcio Rachkorsky, especialista em direito imobiliário do escritório Rachkorsky Advogados.

O advogado afirma, no entanto, que a economia permitirá o retorno do investimento em um prazo entre seis meses e um ano. Rachkorsky conta que acompanhou cerca de ?cem assembléias? e que em todas a idéia da medição individualizada foi bem recebida.

Gesner Oliveira, presidente da Sabesp, explica que os condomínios interessados devem acessar o site do programa PróAcqua (www.proacqua.com.br) onde há uma lista de empresas credenciadas e certificadas para a realização do serviço.

O trabalho consiste na instalação de um hidrômetro por apartamento e um concentrador de dados, aparelho que será instalado na área comum do prédio e utilizado pela Sabesp para a leitura do consumo de cada apartamento. Oliveira afirma que os prédios mais novos, com dez anos ou menos, já estão adaptados para receber o sistema.

Segundo Oliveira, uma vez instalados os equipamentos o condomínio celebrará um contrato com a Sabesp para a medição do consumo individual e a emissão das contas. A expectativa é que a solução seja bem recebida pelos consumidores e a previsão é que o consumo de água em cada unidade seja reduzido em 25%.

Ele informa que a iniciativa da medição individualizada é mais uma prática cujo objetivo é diminuir o porcentual de perda da água oferecida pela empresa.

Segundo Oliveira, em 2006, cerca de 32% da água fornecida pela Sabesp se perdia antes de ser consumida nas residências; hoje, afirma, o índice está em 28%. A economia, garante, seria suficiente para abastecer uma cidade como Santos, no litoral sul.

Oliveira observa que a mudança não será obrigatória e a decisão terá de ser tomada em assembléia dos condôminos.

Ele reconhece que o custo da operação ainda é alto. O condomínio Nova Imagem, em Francisco Morato, foi utilizado como “laboratório” do programa. A instalação dos hidrômetros nas 16 unidades distribuídas pelos quatro andares mais o concentrador de dados no térreo custou R$ 750 por apartamento e o serviço levou um mês para ser concluído.

Oliveira acredita que à medida que novas empresas sejam cadastradas pela Sabesp para prestar o serviço o preço tende a baixar. Ele também afirma que em prédios antigos, com mais de 20 anos de uso, a modificação tende a ser mais difícil, pois as alterações necessárias são bem maiores.

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