24/08/2007

Economia pode pagar outras despesas

Fonte: Jornal da Tarde

Dinheiro que vai sobrar com o as novas regras pode ser usado na documentação do imóvel

A economia proporcionada com as mudanças nas regras para a utilização dos recursos do FGTS para o financiamento da casa própria pode ser essencial para cobrir algumas despesas necessárias para a concretização da compra, como os gastos com a documentação do imóvel.

Essas despesas têm de ser pagas à vista, mas algumas linhas de crédito imobiliário, como as do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), aceitam incluir esses gastos no financiamento, desde que não ultrapasse o valor máximo de crédito permitido para essa linha: R$ 245 mil. Portanto, o valor economizado com a compra do imóvel pode ser revertido para esse fim e pago diluído nas parcelas do financiamento.

O proprietário terá de gastar, logo de cara, o valor da escritura e do registro no cartório de imóveis, que deve ser feito no Tabelião de Notas e no Cartório onde o imóvel está localizado. Esses custos variam conforme o valor do imóvel.

Para ter a escritura, no entanto, é necessário pagar antes à Prefeitura o Imposto Sobre a Transmissão de Bens Imóveis ‘Inter-Vivos’ (ITBI), que representa 2% do valor do bem e tem de ser pago à vista.

Nas linhas beneficiadas pelas mudanças nos tetos dos fundos do FGTS, por exemplo, quem adquirir um imóvel de R$ 80 mil e for cotista do fundo, vai ter de pagar R$ 2.038,90 com o registro e a escritura. Nesse caso, será necessário desembolsar apenas R$ 383, pois a economia de R$ 1.655,82 proporcionada pelas novas regras, possibilitará cobrir 81% das despesas.

O mutuário que for cotista do FGTS e comprar um imóvel de R$ 130 mil vai economizar até R$ 5.375,05. Com esse valor dá para cobrir quase todas as despesas com documentação, ou seja, os R$ 2.795,49 da escritura e registro e ainda os 2% do valor do imóvel – no caso R$ 2,6 mil – do ITBI. Será necessário desembolsar apenas R$ 20,44.

Na realidade, a economia não será percebida pelo mutuário se não forem feitas as duas contas: de como era antes e como é agora. Na hora de calcular o financiamento, os valores já sairão com as taxas de juros atuais. Mas, ao fazer o cálculo, será possível observar o montante economizado.

Da mesma forma, o cliente terá de solicitar o crédito do valor necessário para o pagamento do imóvel e mais o valor que será preciso para cobrir as despesas com documentação, caso não tenha condições de arcar com recursos próprios. Mas é preciso levar em consideração que, com as novas condições, o total pago no fim do financiamento será menor do que seria pelas regras anteriores. A economia será percebida na ponta do lápis.

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