18/03/2007

Eficiência na gestão de condomínio

Fonte: O Estado de S. Paulo
AEZap o especialista em imóveis

Visão administrativa, conhecimento econômico, intimidade com legislação previdenciária, trabalhista e tributária, estratégia de cobrança, habilidade no fechamento e renovação de contratos, gerenciamento de departamento pessoal, noções de engenharia e manutenção. Essas são apenas algumas das qualificações que o síndico deve ter para a boa gestão do condomínio.

No entanto, em meio a esse emaranhado de leis, regras e burocracia é bem possível que nem tudo saia da maneira correta sem o apoio técnico de uma administradora profissional de condomínios. Essa é uma das razões do crescimento, ano a ano, do mercado de administração de condomínios no país, oferecendo cada vez mais recursos, capacitação e gerenciamento especializado.

Hoje, o conceito moderno de administração condominial não permite aventuras ou amadorismos. A variedade tecnológica disponível atualmente no mercado, aliada à formação de profissionais cada vez mais focados no setor imobiliário exige que as empresas que atuam no ramo trabalhem em perfeita sintonia com síndicos e moradores, garantindo transparência na gestão, segurança e informação em tempo real.

Quando tratamos de apoio especializado, temos a idéia clara do que demanda o setor. Mudanças cotidianas nas legislações tributárias e trabalhistas, medidas provisórias e oscilações de mercado obrigam, necessariamente, que as empresas que se propõem à gestão de condomínios ofereçam equipe de profissionais altamente capacitados, atualizados e que atendam às necessidades de cada cliente. Por outro lado é necessário oferecer-lhes ferramentas úteis no dia-a-dia, como informação on-line, treinamento profissional e opções que não os deixem amarrados a um sistema pré-concebido.

É explícito que as necessidades dos síndicos de hoje são outras. Basta analisar o perfil desses administradores para perceber as mudanças que ocorreram de uma década para cá. São profissionais liberais, com formação superior, em cargos de gerência, que necessitam de muito mais de um parceiro, atento às suas necessidade, do que um mero prestador de serviços.

Os relevantes avanços obtidos através da tecnologia nestes últimos anos revolucionaram todos os modelos de administração. Assim também foi com o mercado imobiliário e de gestão de condomínios. O síndico moderno, que necessita de apoio imediato, tem boa parte do seu tempo comprometido e mergulha de cabeça na era digital em busca de soluções e resultados mais rápidos e eficientes. O síndico do século 21 faz sua gestão em cliques, abandonando a cada dia carimbos, protocolos ou malotes. Cabe às empresas de administração, realmente focadas em lograr sucesso, se anteciparem às tendências deste setor para facilitar a gestão desses profissionais.

Se apoiar em velhos modelos, descartando o acompanhamento evolutivo do mercado, é um passo rumo ao confinamento. Um exemplo clássico é que ainda há quem insista na multa como única forma de coibir a inadimplência, sendo que a experiência nos mostra que a renegociação e a cobrança amigável são os meios mais viáveis.

É preciso enxergar os condomínios como verdadeiras empresas, sem fins-lucrativos, mas que necessitam de gente e material competente para a melhor gestão possível. Faz-se necessário abandonar a visão economicista que se reduz gastos poupando os serviços de uma administradora profissional. A eficiência, a competência e a segurança das grandes empresas que trabalham hoje neste setor demonstram que o custo-benefício é bem mais compensador.

*Antonio Pacheco Couto é empresário, é diretor-superintendente da Lello Condomínios e da Lello Real Office

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