19/06/2013

Eletrodomésticos: saiba o que são as etiquetas de eficiência energética e garanta mais economia em casa

Eletrodomésticos: saiba o que são as etiquetas de eficiência energética e garanta mais economia em casa

Fonte: Revista do ZAP

As etiquetas mostram a eficácia de cada produto em relação ao consumo de energia elétrica

Estética, preço, funcionalidade e marca. Essas são algumas das preocupações de quem vai adquirir um eletrodoméstico novo ou trocar o que tem em casa. Mas, se garantir uma economia financeira também está nas suas prioridades, existe uma questão fundamental que deve ser considerada na hora da compra: a eficiência energética do produto. É para ajudar o consumidor nesse momento que existem as Etiquetas de Eficiência Energética, obrigatórias nos aparelhos elétricos.

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etiqueta

 

As etiquetas indicam a avaliação energética dos produtos, calculada a partir do seu nível de eficácia em relação à quantidade de energia que consome. Na prática, elas mostram quanta energia a geladeira gasta para gelar, o fogão (medido pelo consumo de gás) para cozinhar e a lâmpada para iluminar, por exemplo.

As etiquetas foram criadas na década de 80 para informar sobre o consumo de combustíveis dos veículos, já que o mundo tinha acabado de passar por uma crise do petróleo, nos anos 70. Com o tempo, elas evoluíram e hoje medem diversos aparelhos elétricos.

As categorias
Para a maioria dos produtos, como geladeiras, fogões e aparelhos de ar-condicionado, as categorias vão de A até E – sendo a letra A a indicação do aparelho mais econômico. Essas marcações  são definidas pelo desempenho dos produtos, que são testados em uma amostra representativa e comparados entre si. Já para lâmpadas, pela enorme variação do nível de eficiência, a categoria acaba na G.

Segundo Marcos Borges, coordenador do Programa Brasileiro de Etiquetagem do Inmetro, “usar uma geladeira simples com etiqueta A e não uma E, por exemplo, gera uma economia de R$ 50 por ano. Em um ar-condicionado, a economia vai a R$ 180. Com lâmpadas eficientes, são R$ 200 por ano”. Se medirmos individualmente cada aparelho, o impacto parece pequeno, mas em casa são usados vários aparelhos ao mesmo tempo.

Em 10 anos, o uso de ares-condicionados eficientes proporcionou uma economia de R$ 2 bilhões no Brasil. E as lâmpadas fluorescentes, que substituíram as incandescentes, pouparam (acredite) R$ 23 bilhões. O importante é ficar atento na hora de adquirir um aparelho elétrico e consultar as informações da etiqueta, que deve obrigatoriamente estar fixada no produto.

Seleção “natural”
Um eletrodoméstico que tenha a pior eficiência energética hoje, na categoria E, por exemplo, ainda é melhor do que o da categoria A de dez anos atrás. “É como uma seleção ‘natural’ forçada entre os fabricantes, já que os consumidores estão cada vez mais preocupados com o que compram e deixam de adquirir os que não são mais eficientes. Hoje, 70% dos consumidores usam etiquetas na hora da compra no Brasil”, explica Marcos Borges.

Comprar um aparelho mais eficiente pode parecer mais caro de primeira, já que o preço na loja às vezes é mais alto, mas pensar somente nesse aspecto está errado, já que é a eficiência do produto que vai definir quanto de energia ele vai consumir. Saber o tempo de vida útil dos equipamentos é o segundo passo. Com a evolução das tecnologias, um aparelho que hoje é A pode ser B, C ou D em alguns anos. Um exemplo são os refrigeradores, que hoje são 700% mais eficientes do que há 10 anos. Como explica Marcos Borges, do Inmetro, “com a economia gerada por uma geladeira mais eficiente em relação a uma menos eficiente ao longo da sua vida útil é possível quase comprar uma geladeira nova”.

Quem testa e determina os níveis de eficiência dos aparelhos é o Comitê Gestor de Indicadores de Eficiência Energética (CGIEE), formado por órgãos especialistas no assunto. Até hoje, oito produtos têm esse níveis decretados, como lâmpadas, fogões, geradores e motores. Em julho de 2013 serão publicados novos níveis para lavadoras de roupas.

É importante lembrar:
– Os eletrodomésticos tem um tempo de vida útil. Após isso, a eficiência energética tende e cair. Uma geladeira, por exemplo, tem em torno de 10 anos de vida útil.
– Até agora, o ar-condicionado e os painéis fotovoltaicos são os que mais têm variedade nas etiquetas, que vão de A até E.
– Por menos eficientes que alguns aparelhos sejam, todos podem ser vendidos, desde que tenham a Etiqueta de Eficiência Energética, mesmo que seja E.




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2 Comentários

  1. Adquiri uma fritadeira sem óleo elétrica, e a mesma não possui a etiqueta, o fabricante está dispensado disso?

  2. Olá, Élio! Tudo bom? Sugerimos que você procure um profissional que consiga avaliar sua situação com a atenção devida. Se precisar de alguma informação sobre venda ou locação de imóvel, estamos aqui! 😉

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