19/01/2007

Elevadores que ‘pensam’

Fonte: Jornal da Tarde

Novos modelos de elevadores evitam ‘brincadeiras’ e ajudam na economia de energia

José Luís da Conceição/AEO supervisor de marketing da Atlas-Schindler, Jose Luís Mundim Soares, mostra como funciona o sistema de biometria instalado em elevadores

No sobe-e-desce diário dos moradores pode estar uma das fontes de redução de gastos nos condomínios residenciais. A instalação de elevadores guiados com sistemas eletrônicos inteligentes, capazes de impedir que crianças apertem os botões de todos os andares, contribui para reduzir o consumo de energia elétrica.

Trazido para o Brasil pela Atlas Schindler, os elevadores modernos podem ser entregues aos edifícios com um programa que reconhece a impressão digital do morador e o leva diretamente para o andar autorizado. “Acabou a festa para as crianças. Os moradores são cadastrados numa central e recebem autorização para ir apenas ao andar em que mora e os dos vizinhos que indicarem. Mesmo que sejam apertados todos os botões, o elevador não vai reconhecer aqueles sem permissão. Isso disciplina um pouco mais o uso e evita o desperdício”, explica Luís Mundim, superintendente de marketing da empresa.

Aliado aos motores que usam freqüência alternada para funcionar, o sistema faz com que as cabines de aço, indispensáveis para o transporte dos moradores, tenha menos importância na lista de preocupações dos síndicos que tentam minimizar o impacto das contas do condomínio. “Antes desse controle de variação de voltagem, o elevador chegava a consumir até três vezes a energia de toda a viagem só para dar o torque no motor. O novo sistema não dá picos de corrente, e, no fim, isso se reflete na conta de luz”, compara Mundim.

Só a Tecnisa, uma das maiores construtoras de São Paulo, encomendou 20 elevadores com a nova tecnologia para instalar nos prédios que vai entregar nos próximos meses. Alguns deles nem chegaram a ser instalados ainda.

Modernização

Os prédios que possuem elevadores antigos e cuja conta de luz está nas alturas também podem se valer da nova tecnologia, que chegou ao Brasil há cerca de dois anos. “É possível fazer a modernização dos elevadores antigos. Instalamos um novo painel de controle e um adaptador de freqüência variável para o motor. E o condomínio tem a opção de manter o carro e as instalações mecânicas antigas, se estiverem bem conservadas”, salienta o especialista em elevadores.

A partir da mudança, os elevadores passam a funcionar iguais aos novos. “O funcionamento é todo eletrônico. O elevador consegue sentir o peso que está dentro dele e o quanto de energia será necessária para dar o toque no motor.”

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