02/02/2007

Em busca dos menores juros

Fonte: Jornal da Tarde

Bancos cobram taxas que variam de 8% a 13,5% ao ano. Em 2007, serão R$ 27,5 bilhões para os mutuários

O governo e os bancos já sinalizaram que vão colocar no mercado neste ano R$ 27,5 bilhões para os consumidores financiarem a casa própria. Hoje, quem buscar os empréstimos vai encontrar taxas de juros variando entre 8% e 13,5% ao ano, sendo que as menores estão no HSBC, Bradesco e Unibanco. Mesmo não tendo os índices mais atraentes, a Caixa Econômica Federal é a maior fonte de recursos de crédito imobiliário.

O dinheiro para o setor de habitação foi anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na semana passada, durante o lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Para 2007, serão R$ 27,5 bilhões, praticamente o dobro do valor liberado aos mutuários em 2006, quando foram concedidos R$ 14,1 bi em empréstimos habitacionais.

Esse dinheiro poderá chegar ao mercado em um momento oportuno para os consumidores. Até o fim do ano, especialistas aguardam bons cortes nos juros, por conta da lei da portabilidade do crédito, em vigor desde o início do ano, que permite a transferências de dívidas, inclusive de financiamentos, de um banco para outro, sem a cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).

Muitas vezes, os clientes assinam contratos de financiamento que chegam a 20 anos. A expectativa é de que, para não perder mutuários para os concorrentes, a portabilidade vai obrigar as empresas a reduzir as taxas, beneficiando os tomadores de crédito. A Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) acredita que o impacto da lei no setor imobiliário deverá ser percebido pelos mutuários gradativamente, até o fim do ano.

De qualquer forma, até que isso ocorra, o ideal, segundo o Procon, ainda é pesquisar os juros praticados em diferentes instituições de crédito para não contratar um financiamento caro demais. Os interessados, aliás, devem se preocupar primeiramente com a taxa, ao buscar um financiamento, para depois verificar os prazos e facilidades oferecidos pela instituição. O problema é que os juros incidem diretamente no valor das prestações, podendo encarecê-las.

Em seguida, as pessoas devem se preocupar em escolher a forma de amortização da dívida. O Sistema de Amortização Crescente (SAC) é o mais recomendado, pois apresenta uma tendência de queda nas parcelas. Na tabela Price, porém, as prestações aumentam com o passar dos anos.

Caixa

A Caixa Econômica Federal divulgou recentemente que pretende financiar pelo menos 130 mil imóveis em São Paulo até o fim deste ano, incluindo casas e apartamentos novos e usados. A meta do banco é de aplicar R$ 3,1 bilhões, no mínimo, em financiamento no Estado – 3,3% a mais do que em 2006.

Essa estimativa, no entanto, deverá aumentar durante o ano, superando as previsões iniciais. Isso poderá ocorrer caso o mercado continue sendo aquecido e se houver demanda por crédito imobiliário.

Custos adicionais com imóvel

Chegam a 5% do valor do bem. Só o Imposto de Transmissão Inter Vivos (ITBI) representa 2% do valor venal do imóvel

Imóvel de R$ 50 mil
Escritura: R$ 952,64
Registro: R$ 683,62

Imóvel de R$ 70 mil
Escritura: R$ 1.079,39
Registro: R$ 683,62

Imóvel de R$ 90 mil
Escritura: R$ 1.354,69
Registro: R$ 905,05

Imóvel de R$ 120 mil
Escritura: R$ 1.631,45
Registro: R$ 1.032,25

Imóvel de R$ 150 mil
Escritura: R$ 1.927,16
Registro: R$ 1.180,96

Fonte: ANOREG/SP

 

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