13/04/2009

Em três meses, preços de venda no Rio registraram alta média de 8%

Fonte: O Globo

Mercado de imóveis usados ou em estoque acabou sendo beneficiado pela turbulência dos mercados no ano

Nos primeiros três meses do ano, os preços dos imóveis no Rio de Janeiro registraram uma alta média de 8%. É o que mostra a pesquisa mensal do Sindicato da Habitação do Rio (Secovi-Rio), feita num universo de cerca de 12 mil unidades.

Para os especialistas da entidade, o mercado de imóveis usados ou em estoque acabou sendo beneficiado pela turbulência dos mercados no ano.

Na pesquisa de preços de venda, os imóveis de três quartos foram os que mais se destacaram em toda a cidade. Na Zona Sul, a Lagoa teve a maior valorização, com alta de 16,4% (o preço médio foi de R$ 636 mil para R$ 740 mil), seguida por Botafogo, com 11,8% (de R$ 361 mil para R$ 404 mil) e Jardim Botânico, com 10,1% (R$ 577 mil para R$ 635 mil).

INÍCIO DE ANO É ÉPOCA DE VENCIMENTO DE CONTRATOS – Na Zona Norte, Ilha do Governador, com preços médios 15,1% mais altos (de R$ 248 mil para R$ 285 mil) e São Cristóvão, com aumento de 11,2% (de R$ 126 mil para R$ 140 mil) foram os bairros que registraram maior variação. O vicepresidente de Assuntos Condominiais do Secovi-Rio, Leonardo Schneider, observa que não houve queda de preços em nenhum bairro pesquisado: – Agora está ficando muito claro que as pessoas estão apostando no mercado imobiliário em meio à crise.

Seguindo a lógica de mercado de que, quando há valorização no preços da unidade, seu valor de locação, por tabela, tende a aumentar, os preços dos aluguéis no Rio subiram em média 6%. Mas esse não foi o único motivo para a alta. Normalmente, os aluguéis são reajustados no início do ano. E o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), que corrige a maioria dos contratos, embora acumule queda de 0,92%, teve alta de 6,27% nos últimos 12 meses.

Além disso, por ser início de ano, a pressão da demanda aumenta por ser período de início das aulas. Muitos estudantes não-residentes na cidade buscam moradia por aqui.

“Na maioria dos bairros, a procura por imóveis por locação tem sido muito maior que a oferta. Na Zona Sul, chega a ter fila para o aluguel de imóveis de um e dois quartos”, afirma Schneider.

Os dois-quartos foram os que registraram maior variação: na Barra, os preços desses imóveis subiram 13,95%, passando de R$ 2 mil a R$ 2.279; no Recreio, 10,5% (de R$ 1.256 para R$ 1.388); na Lagoa, 9,4% (de R$ 2.226 a R$ 2.435) e na Tijuca, 7,5% (de R$ 714 a R$ 768).

TIJUCA: RECUPERAÇÃO NOS ÚLTIMOS OITO MESES – O vice-presidente do SecoviRio ressalta que, na Barra e no Recreio, ao mesmo tempo em que são construídas novas unidades, cresce o número de moradores. E, na Tïjuca, mesmo com a questão da violência, sempre há interessados em imóveis para aluguel, por causa da logística do bairro: – É central, caminho para Barra e Zona Norte, tem comércio farto e muita opção de moradia. Nos últimos oito meses, os preços mostram sinais de recuperação.

O fato é que mesmo a negociação de contratos de locação antigos está difícil, ressalta Schneider. Os proprietários estão tirando proveito da demanda.

Mesmo assim, quem paga aluguel pode e deve negociar: – Afinal, perder um bom inquilino custa caro para o dono do imóvel.

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