18/09/2019

Empreendimento sustentável ou saudável? Saiba as diferenças

Um prioriza o meio ambiente como um todo; outro, a qualidade de vida do morador

Fonte: ZAP em Casa

A sustentabilidade não é mais moda, já está impregnada em praticamente todos os novos empreendimentos, seja por legislações que obrigam ou mais consciência e busca de economia por parte dos construtores. Já o termo empreendimento saudável é menos usado. Porém, é ele que garante o bem-estar dos moradores. Veja as diferenças entre empreendimento sustentável ou saudável.

Sustentável e saudável são conceitos distintos, mas que deveriam andar juntos. Quando pensamos em sustentabilidade, levantamos três pilares principais: econômico, social e ambiental. O imóvel é construído com um olhar empático ao meio ambiente. Já construções saudáveis vão além”, explica o arquiteto Duda Porto.

empreendimento sustentável

Segundo ele, os empreendimentos saudáveis avaliam situações relacionadas à saúde, olhando para o usuário e sua experiência com o morar. “São questões de salubridade, que pensam na boa iluminação natural, em como a ventilação garante uma boa qualidade de vida. São elementos essenciais para a arquitetura que, além de sustentável, é capaz de curar, garantir saúde”, diz o arquiteto.

Um exemplo que une os dois conceitos, detalha o especialista, é a construção que permite ventilação cruzada. Sob um viés sustentável, gera economia de energia por diminuir a necessidade de ar-condicionado. Por outro lado, a boa ventilação evita mofo e outras questões voltadas para a saúde de quem vive ali.

Selo saudável em empreendimento sustentável

Para avaliar se um edifício é saudável, existe o selo HBC – Healthy Building Certificate (certificado de construção saudável) que os empreendimentos podem adquirir se seguirem os padrões exigidos.

“É importante lembrar que hoje passamos mais de 90% do tempo dentro de imóveis, então eles possuem um grande impacto na saúde de cada um. Ter um lar saudável é uma questão de necessidade. Isso se mostra, hoje, como um quarto pilar da sustentabilidade”, finaliza Duda Porto.

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