03/08/2009

Encontros de síndicos debatem problemas em condomínios e questões atuais da cidade

Fonte: O Globo

O próximo será no dia 25 de agosto, na sede do Secovi-Rio, no Centro. Depois, é a vez de Copacabana e Barra da Tijuca

Rio de Janeiro – Ser condômino já é difícil. Imagine então assumir a função de síndico. Conflitos entre vizinhos, questões trabalhistas, segurança, relação com fornecedores de serviços… É o caso de pedir socorro ou não é? Pois é isso que os síndicos estão fazendo. Pedindo socorro a entidades especializadas e se apoiando uns nos outros. A cada edição de eventos como o “Encontro de síndicos”, promovido há dez anos pela Associação Brasileira de Admi-nistradoras de Imóveis (Abadi), ou o “Fala, síndico”, realizado há três anos pelo Sindicato da Habitação do Rio (Secovi-Rio), o público é maior.

Os dois eventos têm entrada gratuita. Mas os formatos são completamente diferentes. No “Encontro de síndicos”, durante dois dias consecutivos, os administradores assistem a uma série de palestras e debates com especialistas. No fim, podem fazer perguntas. Já o “Fala, síndico” é mais direto: eles vão lá só para tirar dúvidas mesmo. Durante três horas, uma mesa de especialistas responde às questões.

“O “Fala, síndico” é um bate-bola muito dinâmico e animado. Os síndicos podem encaminhar suas perguntas escritas para a mesa de especialistas ou fazê-las pessoalmente. Organizamos o evento a cada dois meses, ou seja, cerca de seis por ano, procurando variar os bairros. Mas temos alguns fãs: seja onde for o evento, eles estão lá para tirar suas dúvidas”, conta Dayse Pissurno, gerente do Centro de Capacitação Secovi-Rio, que também oferece cursos de capacitação pagos, como o “Eficácia na função de síndico”, com oito módulos independentes.

Da mesa, participam o corpo jurídico do Secovi, com intermediação de um diretor do sindicato e um especialista convidado. A média de público é de 90 síndicos – é preciso se inscrever com antecedência, já que o número de vagas é limitado. Quando o local comporta mais gente, passa de cem. O próximo será no dia 25 de agosto, na sede do Secovi-Rio, no Centro. Depois, é a vez de Copacabana e Barra da Tijuca.

“Até pouco tempo, as pessoas se aposentavam e, por terem mais tempo livre, viravam síndicas. Mas muitas vezes não tinham nenhum conhecimento de administração de condomínios. Hoje, os próprios moradores já cobram mais eficiência delas, que procuram ajuda para fazer uma gestão eficiente”, diz Dayse.

Animais em condomínios, rateio de despesas, conflitos com vizinhos pelos mais diversos motivos, questões trabalhistas, especialmente hora extra e adicional de chefia, além de questões de alteração de fachada de prédios são os temas mais recorrentes atualmente, informa a gerente do Secovi-Rio: 

“E nem sempre a consulta do síndico termina ao fim do evento, já que muitos recorrem ao nosso atendimento jurídico para pedir auxílio na resolução dos problemas.”

No caso do “Encontro de síndicos”, são realizados cerca de oito palestras e/ou debates: quatro num dia e quatro no outro. No fim, o staff recolhe as perguntas da plateia. Quando não é possível responder a todas as dúvidas, os especialistas colocam as questões no site da Abadi. Além da parte informativa, há uma feira de produtos e serviços voltados para o segmento de condomínios que acontece no local.

O evento, que era realizado uma vez por ano, passou, nos últimos dois anos, a ter três edições: uma para cada região da cidade.

“Percebemos que havia particularidades em algumas regiões, então, passamos a promover o evento na zonas Norte, Sul e Oeste (que inclui a Barra)”, explica o presidente da Abadi, Pedro Carsalade, lembrando que a entidade procura sempre levar representantes de órgãos governamentais.
Um exemplo será a próxima edição do encontro, que acontece nos dias 6 e 7 de agosto, na Barra, quando será discutida a questão da chegada do metrô ao bairro. Entre os convidados, estará o secretário de Transportes, Júlio Lopes.

Temas atuais também estão sempre na pauta do evento. Como a sustentabilidade. No último encontro, que foi na Tijuca, o ministro Carlos Minc falou sobre como os condomínios podem causar menos impacto ao meio ambiente.

O evento é de grande porte: nas zonas Norte e Oeste, a média de público é de 500 síndicos. Na Zona Sul, a cada edição, são cerca de 800 – já houve vezes em que participaram mil administradores de condomínios. Maurício Basílio, de um prédio em Botafogo, já participou duas vezes:

“Já administro o prédio há quatro anos. Tenho que estar atento a ferramentas de gestão, serviços e equipamentos que facilitem a administração. E sempre surgem dúvidas, então vou anotando tudo para tirar quando chegar o evento.”

Joana Nogueira, que é professora e administra um condomínio em Vila Isabel, já foi a três edições do “Fala, síndico”.

“Além de todas as questões gerenciais de um condomínio, temos que promover a integração dos moradores, trazendo-os para participar das decisões. Temos que ter jogo de cintura para ganhar o apoio de condôminos e funcionários. É uma tarefa muito difícil. Além da ajuda dos especialistas, gosto de poder conversar com outros síndicos, ouvir opiniões.”

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