30/10/2006

Energia solar em condomínios

Fonte: O Estado de S. Paulo

Com economia de até 60% e auxílio de gás natural e eletricidade, projetos começam a aproveitar o sol em SP

A cidade de São Paulo começa a ter empreendimentos com uso de energia solar, e apoio de gás natural ou eletricidade para o inverno e dias de pouca insolação. A economia pode chegar a 60% em relação à energia tradicional. O aquecimento de água usa encanamento exclusivo para os chuveiros.

Segundo o diretor da REM Construtora, Renato Mauro, a economia da energia solar mista chega a 60% ao longo do ano, e 20% durante o inverno. A empresa está construindo o edifício de alto padrão Gran Parc, na Vila Nova Conceição.

Renato explica que o sistema de aquecimento central do edifício – 50% solar, 30% bombas de calor, 20% elétrico – está orçado em R$ 90 mil. Segundo Renato, em 16 meses de uso do condomínio o dinheiro do investimento na energia solar mista vai ser pago. O projeto recebeu o prêmio internacional Holcim Semente da Construção Sustentável.

As placas solares serão instaladas no telhado do empreendimento numa área de 200 metros quadrados. Haverá um tanque de armazenagem da água quente, e bombas de calor movidas á gás para manter a temperatura. A bomba elétrica será usada somente na falta de luz solar. A estimativa é de que o prédio tenha cerca de 190 moradores com consumo médio de 50 litros de água quente por dia. Segundo Renato, o consumo de energia elétrica, com o uso da energia solar mista vai ser de R$ 1.185 por mês. Se as 190 pessoas consumissem somente energia elétrica a conta seria de R$ 4.309 – economia de R$ 3.124,15. Se o aquecimento da água fosse somente com o gás natural seria de R$ 2.849 com economia de R$ R$ 1.459.

Classe média

A classe média também pode ter acesso a empreendimentos com uso de luz solar. A construtora Setin, também investe na energia solar mista.

O projeto Mundo Apto tem condomínios em seis bairros – Barra Funda, Cambuci, Ipiranga, Santana, Saúde e Vila Alexandria (perto do Aeroporto de Congonhas). Segundo o diretor técnico da Setin, Giorgio Vanossi, a empresa está introduzindo em seus empreendimentos o uso da energia solar (65%) misto com gás (35%).

Vanossi calcula que num prédio de 100 apartamentos (média de 4 pessoas por unidade) o custo do consumo solar misto seria de R$ 11 mil por ano. “Já se o aquecimento de água fosse somente a gás natural o valor seria de R$ 44 mil por ano. E aquecimento elétrico consumiria R$ 66 mil ao ano”, explica o diretor da Setin. As placas solares ficarão no telhado dos prédios. O valor do apartamento de 52 metros quadrados, do 1º ao 18º andar, torres 2 e 3, na Barra Funda é de R$ 125 mil.

Informações: www.rem.com.br; www.setin.com.br

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.