30/03/2009

Entraves podem reduzir efeito do pacote

Fonte: Jornal da Tarde

SindusCon acredita que a negociação para construção de casas na cidade seja problemática

Além de não acreditar em prazos, setor imobiliário tem desconfianças com relação à implementação do programa em São Paulo, devido à complexidade do plano diretor do município.

Sérgio Watanabe, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil de São Paulo (SindusCon), acredita que a negociação para construção de casas na cidade seja problemática.

“Não existem mais áreas disponíveis para conjuntos habitacionais. Um conjunto de mil unidades habitacionais, escala média para que seja viável e rentável, precisaria de um terreno de 80 mil m²”, explica. Como o déficit está concentrado nas áreas metropolitanas, teria de ocorrer um deslocamento para áreas mais afastadas. Além disso, cita Watanabe, é necessário que haja um redimensionamento dos preços das unidades no Estado. “O foco deve ser a Região Metropolitana em detrimento da capital.”

João Crestana, presidente do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi), acredita que os conjuntos devem ser construídos em cidades como Santos, Sorocaba, Guarulhos e Poá, que ainda possuem grandes terrenos.

Ele também critica o plano diretor da cidade. “Ele é elitista e não facilita construções para a baixa renda. Não adianta querer fazer de imediato, falar que tem de terminar as casas em 2010. O importante é iniciar nos próximos seis meses”, conclui.

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