23/05/2011

Escassez de terrenos torna Zona Oeste caminho obrigatório para expansão do Rio

Fonte: Jornal Extra
Um condomínio na Estrada do Mendanha, em Campo Grande: em 2010, foram emitidas mais licenças para construção no bairro do que para Barra da Tijuca (Foto: Fábio Guimarães/Extra)
Um condomínio na Estrada do Mendanha, em Campo Grande: em 2010, foram emitidas mais licenças para construção no bairro do que para Barra da Tijuca (Foto: Fábio Guimarães/Extra)

De acordo com o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Rio tem cerca de 16 milhões de habitantes. Considerando que a população do estado cresce, em média, 1,3% anualmente desde 2000 – aproximadamente 208 mil novos moradores por ano -, e que a capital possui a maior concentração demográfica, surge uma pergunta: para onde vai toda essa gente? De acordo com os especialistas, para a Zona Oeste.

“O Rio está crescendo, e é preciso lembrar que os terrenos são finitos. Na Zona Sul, já não há mais onde construir e, na Zona Norte, o espaço também vai acabar. A cidade tende a se expandir para a Zona Oeste”, afirma Paulo Fabriani, vice-presidente da Ademi e presidente da Fator Realty.

Investimentos – Se o fluxo para a região já era grande nos últimos dez anos, a tendência é que ele se intensifique. A lista de razões é bastante extensa. Vamos a ela: necessidade de novas moradias; escassez de terreno nas zonas Sul e Norte; melhoria da infraestrutura de transporte na região, devido aos investimentos para os Jogos Olímpicos de 2016; e geração de novos postos de trabalho em Itaguaí, com a criação do Super Porto Sudeste, do empresário Eike Batista, e do estaleiro da Marinha. Precisa mais?

“De acordo com uma pesquisa do Ibope, feita em 2010, 90% dos moradores da Zona Norte pretendiam se mudar para a Zona Oeste nos próximos dez anos. Isso, fora a migração já natural da Zona Sul”, explica Rafael Duarte, da agência Percepttiva.

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