27/04/2009

Escolha o seu tipo ideal de cobertura

Fonte: Jornal da Tarde

Materiais novos, à base de betume, e dimensões corretas fazem diferença no projeto

Fotos: DivulgaçãoZap o especialista em imóveisResidência com telhas Onduline, à base de betume: novos materiais visam substituir a tradicional cerâmica

O primeiro passo para um bom projeto é a dimensão das telhas em conformidade com a inclinação da cobertura. Para se situar, o engenheiro Carlos Alberto Massavelli, da Engetelhas, faz um cálculo simples: quanto menor a telha, maior deve ser a inclinação. “Telhas maiores, de fibrocimento, com 1,8 m, necessitam de um telhado com até 15% de inclinação, enquanto telhas menores, como as de barro, devem ter o dobro: 30% de inclinação”, define.

Entre os tipos de telhas no mercado, as termoacústicas, com chapas galvanizadas e recheio de poliuretano e isopor, as chamadas telhas sanduíches, é eficiente, mas chega a custar quatro vezes mais do que uma telha de cimento, a opção mais barata. Embutida, serve para telhados ocultos e por sua estrutura leve, demanda menos materiais, como madeira e ferro.

Nicolau Giovanetti, responsável pela unidade de recuperação estrutural da Pires Giovanetti Guardia, lembra que telhas de fibrocimento sofrem oxidação, enquanto a cerâmica possui maior vida útil. Porém, ainda são mais vantajosas, mesmo que sejam trocadas a cada 20 anos. “A cerâmica, além de ser mais cara, é pesada e demanda uma estrutura robusta.”

A maior parte do custo de telhas mais caras, como de ardósia, residem na mão de obra. “São 20 telhas por metro quadrado, parafusadas ou pregadas uma a uma. São indicadas apenas para fachadas decorativas”, explica Massavelli. O engenheiro Ubiraci Espinelli Lemes de Souza, porém, pontua que telhas onduladas com 15 cm de altura devem ser presas pela parte mais alta, pois o parafuso na parte baixa pode permitir a passagem da água. “Quando isso acontece há a necessidade de colocar uma arruela de neoprene que veda o furo do parafuso.”

Espinelli cita materiais novos, à base de betume, que vêm para substituir a cerâmica sem perder a qualidade. “Eles são parecidos com telhas de concreto, semelhante à tradicional cerâmica, com a diferença de ser um pouco mais pesada, absorver menos água e ter maior rigor dimensional.”

Há ainda as telhas autocortantes, que são a própria estrutura e são indicadas para grandes vãos. “É uma opção mais cara, mas não requer estrutura e tem execução rápida.” Massavelli lembra que há materiais que necessitam de complementos, como as telhas de barro, que devem ser instaladas com forro de PVC para evitar vazamentos.

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