30/10/2006

Escolha para serviços deve ser coletiva

Fonte: O Estado de S. Paulo

Se escolher o melhor pedreiro ou pintor para uma casa já é difícil, imagine então no caso de reformas em um condomínio com, por exemplo, 60 apartamentos. A decisão, neste caso, deve ser conjunta e democrática, já que o dinheiro de todos está envolvido.

O primeiro passo para a escolha da empresa que executará a obra é a convocação de uma reunião de condomínio. Nela, o mais comum é que se eleja uma comissão de obras, composta por moradores. “A comissão pede orçamentos, seleciona três ou quatro empresas dentro dos padrões exigidos e leva as proposta para uma nova assembléia”, explica Hubert Gebara, vice-presidente de Administração Imobiliária e Condomínios do Secovi-SP. Aí sim os moradores presentes escolhem a prestadora de serviços na hora ou delegam ao síndico e ao conselho a decisão final, tudo por meio de votação.

No caso do prédio do advogado Álvaro Cunha, em Alphaville, que passou por reformas, foi montada uma comissão de reformas. Mas compareciam, no máximo, apenas 14 dos 60 condôminos nas reuniões. Depois que as obras começaram, alguns moradores reclamaram, por exemplo, de que a garagem teve de ser interditada ou diziam que tinham orçamentos menores do que o aprovado. “Então eu me perguntava porque não haviam nos falado antes”, diz. E a realidade não mudou: “mesmo com isso, o número de pessoas nas reuniões não aumentou”.

Gebara ainda conta que é fundamental o acompanhamento das obras pelo síndico ou outro responsável. “A empresa pode ter um belo portfólio e boas referências, mas mesmo assim estar passando por um momento difícil”, alerta. Por causa disso, Gebara diz que devem ser solicitadas, todos os meses, certidões de encargos trabalhistas, porque se existirem irregularidades na firma e um trabalhador entrar com uma ação, o condomínio responderá ao processo solidariamente.

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