23/06/2010

Escritório suíço desenvolve uma torre sustentável para concorrer a Marco das Olimpíadas no Rio

Fonte: O Globo
O monumento teria um café e anfiteatro e serviria como ponto turístico (Foto:Divulgação)
O monumento teria um café e anfiteatro e serviria como ponto turístico (Foto:Divulgação)

O concurso que vai eleger o projeto para o Marco das Olimpíadas 2016 ainda nem foi lançado pela prefeitura do Rio, mas o escritório suíço RAFAA já colocou sua ideia no papel. E uma ideia cheia de conceitos de sustentabilidade, por sinal. Batizado de Solar City Tower, o marco é uma torre localizada na Ilha de Cotunduba, na Baía de Guanabara – podendo, portanto, ser vista por passageiros de aviões e navios que chegam e saem da cidade -, com painéis de energia solar e uma queda d”água que gerariam energia suficiente para abastecer o próprio monumento, a vila olímpica e ainda parte da cidade. O local serviria também como ponto turístico. O projeto foi desenvolvido para uma competição acadêmica do site Arquitectum, que tem como objetivo desafiar arquitetos a pensar em projetos para cidades de todo o mundo.

Durante o dia, a torre captaria energia solar por meio de painéis localizados ao nível do solo (a 60 metros do nível do mar), na entrada do edifício. O excesso da energia solar produzida seria aproveitado para bombear a água do mar para o interior da torre, produzindo um efeito de queda d”água no exterior da torre. Esta queda d”água também seria utilizada para gerar energia durante o período noturno.

O projeto prevê, abaixo do nível do solo, a construção de anfiteatro, café, loja e áreas de administração do marco olímpico, além dos elevadores públicos que levariam os visitantes ao terraço de observação. O edifício ainda teria uma plataforma retrátil para saltos de bungee jumping a 90 metros do nível do mar.

Segundo o texto de apresentação do projeto, “o objetivo é perguntar como o conceito clássico de um marco pode ser reconsiderado. É menos sobre uma expressiva e icônica forma arquitetônica, e mais um retorno aos reais e verdadeiros desafios para a iminente era pós-petróleo”. O texto diz ainda que “depois de sediar a Conferência Internacional de Meio Ambiente das Nações Unidas, em 1992, o Rio de Janeiro será novamente o ponto de partida para um movimento verde global e para o desenvolvimento sustentável das estruturas urbanas. Poderá, talvez, até tornar-se um símbolo para os primeiros Jogos Olímpicos com zero emissão de carbono”.

A queda d
A queda d'água geraria energia para abastecer o monumento e parte da cidade (Foto:Divulgação)

Diretor do escritório RAFAA, Rafael Schmidt conta que participou do projeto no concurso do site Arquitectum e, mesmo não tendo ganhado, agora vai inscrevê-lo no concurso oficial da prefeitura do Rio. Segundo ele, a equipe decidiu participar porque “está muito interessada nos novos países em desenvolvimento e ficou encantada com a beleza da envolvente paisagem carioca”:

“O potencial do Brasil é fantástico. Queremos que este projeto seja um símbolo de uma sociedade voltada para o futuro. Esperamos passar uma mensagem olímpica internacional com um apelo político. Por isso, decidimos propor um projeto de infraestrutura, e não só um monumento.”

De acordo o Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB-RJ), entidade contratada pela prefeitura para realizar o concurso oficial do Marco das Olimpíadas, o edital está sendo preparado e será lançado até o fim do ano.

“Queremos um projeto inteligente, com função, que fique para a cidade do Rio, atendendo às necessidade da cidade”, diz o vice-presidente do IAB, Ricardo Villar.

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