30/10/2006

Escritórios classe A têm futuro promissor

Fonte: O Estado de S. Paulo

Fatores de estímulo para o mercado: oferta desse tipo de imóvel está em baixa e a economia está em alta

E-tower: exemplo de imóvel classe A

Tudo o que é construído pelo setor imobiliário, seja para fins residenciais ou comerciais, é resultado de tendências de mercado que dependem da necessidade do consumidor – pessoa física ou empresas de serviço ou indústria. A produção é resultado de ciclos econômicos, explica o diretor superintendente de negócios imobiliários da Cushman & Wakefield Semco®, Paul Weeks. “Todos acompanham os ciclos, mas muitas vezes iniciam a incorporação do empreendimento no momento errado”, afirma Weeks.

O mercado imobiliário, assim como o da construção civil, reflete o cenário econômico do País. Se a economia começa a crescer, isto vai se refletir aos poucos no mercado que é o primeiro a ser afetado nos momentos de crise.

O especialista fez um estudo do comportamento do mercado imobiliário voltado a escritórios nos últimos dez anos, na capital. A análise deste período inicia, não por acaso, com a vigência do Plano Real (1994). “A tendência para os próximos três anos é aumentar a procura pelo escritório padrão A.
Por isto, este é o momento para construir”, afirma Weeks.

É fato que a decisão de iniciar um empreendimento no momento considerado ideal pelos analistas depende da disponibilidade de caixa do empreendedor.

A explicação para esta tendência, segundo ele, está na previsão para a taxa de vacância (imóveis vagos) que deve cair nos próximos três anos. Hoje a vacância de edifícios de escritório classe A gira em torno de 23% e pode chegar a 7,5% em 2007. “O mercado está aquecido – a economia dos Estados Unidos está aquecida com mais geração de empregos – e a demanda em São Paulo deve crescer.”

Classes – As construções levam cerca de 30 meses para ficarem prontas. É por isso que o empreendedor de imóveis comerciais ou residencial precisa analisar o futuro e procurar saber qual vai ser a necessidade à frente.

Os edifícios classe A, com lajes acima de mil m², têm hoje um estoque de 7,8 milhões de m² privativos. A pesquisa realizada pela Cushman analisou o mercado de escritórios concentrado em nove regiões: centro, Avenida Paulista, Jardins, Avenida Faria Lima, Itaim, Vila Olímpia, Avenida Luiz Carlos Berrini, Chácara Santo Antonio e Marginal Pinheiros. “A procura pelos imóveis para escritórios classe A dobrou nos últimos dez anos”, diz Weeks.
Os edifícios de escritório se dividem, além da classe A (grandes lajes), em classe B e C, que geralmente não possuem ar condicionado central e têm lajes inferiores a mil m². A construção de imóveis classe A para escritórios dobrou na região da Avenida Luiz Carlos Berrini de 1994 até hoje.

Residencial – “A demanda no mercado residencial é por moradias populares e para a classe média”, afirma Weeks.
No setor residencial, a tendência nos últimos anos foi investir em empreendimentos de alto padrão – condomínios horizontais e de edifícios – principalmente com quatro quartos. Isto porque o consumidor da classe média pensa nos riscos antes de assumir uma dívida com financiamento por medo do desemprego. A classe média depende de financiamento e da estabilidade da economia e no nicho popular as pessoas precisam do apoio governamental para ter a casa própria. 

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