31/03/2009

Especialistas indicam as regiões do Rio com ofertas de imóveis até R$ 500 mil

Fonte: O Globo

Com a ampliação do limite de financiamento de imóvel, especialistas em mercado imobiliário dão dicas de regiões para compra de casas no Rio de Janeiro

Rio de Janeiro – No anúncio do novo pacote de habitação do governo federal, a classe média foi beneficiada com a ampliação do limite de financiamento de R$ 350 mil para R$ 500 mil, para novos imóveis na planta ou em construção, com recursos do FGTS. No Rio de Janeiro, especialistas em mercado imobiliário indicam que é nos bairros de Jacarepaguá, Campo Grande e Barra da Tijuca que estão as melhores ofertas de imóveis de três ou quatro dormitórios até o valor total disponibilizado pelo fundo garantidor. Segundo levantamento da Ademi, entre os anos de 2007 e 2008, a cidade teve aproximadamente 13.405 novas unidades residenciais à venda, sendo 42% delas com o custo acima de R$ 251 mil.

“Com a liberação do FGTS, as pessoas vão poder comprar apartamentos maiores, dependendo do bairro. Em Jacarepaguá, Barra e em áreas do subúrbio você consegue comprar um apartamento sala e três ou quatro quartos. Já em alguns bairros da Zona Sul, você pode conseguir imóveis usados de até dois quartos nesse valor de R$ 500 mil e sem garagem. Um apartamento novo com esse valor você só consegue de no máximo um quarto”, destaca Casemiro Vale, presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Rio de Janeiro (CRECI – RJ).

A disparidade de oferta de imóveis na Barra, Campo Grande,Vila da Penha e Jacarepaguá em relação aos outros bairros é grande e mostra, segundo a Associação dos Dirigentes do Mercado Imobiliário (Ademi), que esta é a tendência natural de crescimento da cidade. Nestas regiões há uma maior disponibilidade de terrenos a menores custos e uma legislação que não impõe tantas limitações quanto às de outras áreas, como a Zona Sul. Além disso, segundo Rodolfo Vasconcelos, conselheiro da Ademi, os lançamentos dessas áreas da cidade oferecem uma boa infra-estrutura, difícil de ser encontrada em outras regiões.

“Na Barra, você encontra lançamentos por R$ 3 mil o metro quadrado. Ou seja, você pode conseguir um imóvel de até 140 metros quadrados, com três ou quatro dormitórios e com uma infra-estrutura de lazer que é mais difícil de ser encontrada em outras áreas. No entanto, na área da Península, o o preço total do imóvel do mesmo tamanho vai para R$ 700 mil”, explica Rodolpho Vasconcelos.

Para Roberto Kauffmann, presidente do Sinduscon-RJ, o valor do metro quadrado, para compra e venda, tende a sofrer uma redução devido às novas condições anunciadas – como a queda nos custos com seguro e com documentos cartoriais, prevista pelo plano. Por outro lado, os custos de construção devem permanecer inalterados. O preço do metro quadrado da construção (Custo Unitário Básico da Construção Civil – CUB) no Rio, segundo levantamento do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Rio de Janeiro (Sinduscon-RJ), em fevereiro de 2009, tem uma variação de R$ 583,50 a R$ 1.279,56, de acordo com o padrão de moradia. Ao valor mais alto correspondem os imóveis unifamiliares de alto padrão e, ao menor, os projetos de interesse social.

“O aumento do valor dos imóveis a serem financiados para a classe média foi uma medida saudável, que vai possibilitar o acesso do mutuário a apartamentos maiores e mais caros. Com o plano a atual pequena estagnação do mercado imobiliário deverá ser revertida”, avalia Roberto Kauffmann.

IMÓVEL NOVO OU USADO – A nova medida do governo federal permite o financiamento com recurso do FGTS apenas de imóveis na planta ou em construção, no entanto, para muitas pessoas, a compra de um imóvel usado ainda pode ser atrativa, seja pelos valores mais baixos, seja pela disponibilidade imediata do imóvel. Os apartamentos antigos têm a vantagem de já estarem prontos e contarem, algumas vezes, com melhorias como pisos e armários, além de serem mais fáceis de negociar. Por sua vez, os lançamentos geralmente oferecem uma infraestrutura mais moderna. Alguns chegam até a contribuir para a economia de água e energia com a utilização de hidrômetros individuais, equipamentos para energia solar e captação de águas de chuva, além de, é claro, oferecerem um maior número de vagas de automóvel e áreas de uso comum para diversas atividades como salão de festas, ginástica, etc.

“Tudo vai depender da urgência do comprador. Em geral, o apartamento novo na planta traz gastos adicionais, pois o mutuário começa a pagar a prestação de obra e acumula este gasto com os custos de moradia, como aluguel, até poder se mudar. Essa é a grande dificuldade para compra de um imóvel em seu lançamento. O apartamento usado não precisa ter uma espera tão grande, pois já está construído”, diz Casemiro Vale.

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