02/01/2009

Estava quase fechado…

Fonte: Jornal da Tarde

Crise econômica adiou sonho da casa nova

A crise do econômica internacional fez muita gente repensar os planos e adiar o sonho de comprar um imóvel este ano. A incerteza quanto à manutenção emprego e o compromisso com uma dívida longa espantaram muitos interessados das imobiliárias e dos pontos de vendas das construtoras. Um dos que resolveram colocar o “pé no freio” e aguardar os acontecimentos de 2009 é o administrador de sistemas Cláudio Francisco de Andrade.

“Tenho uma pequena empresa que presta serviço para bancos. Ficamos com medo de não ter mais negócios no final do ano passado e começo de 2009 e por isso resolvi esperar. Mas sou otimista e espero conseguir comprar logo”, conta o profissional do ramo de tecnologia.

O plano da família de Andrade era trocar o apartamento de um dormitório no bairro do Bela Vista por outro de três dormitórios no Limão, na zona norte. “Como tenho um casal de filhos, o apartamento ficou pequeno e queremos mudar para ter mais conforto. Contudo, na época, vimos um apartamento na planta, o que nos deixou com mais receio ainda”, afirma.

Outra questão que pesou para a família Andrade é que o apartamento de um dormitório na região central da cidade também teria de ser vendido para pagar o novo imóvel, pois o financiamento total da nova residência estava fora dos planos. Mas com o mercado em ritmo de espera, a venda do imóvel atual também foi adiada.

“Estamos deixando as economias renderem mais um pouco e espero que em fevereiro as coisas já estejam claras novamente para que possamos voltar a procurar um novo apartamento para a família ou até aquele que estávamos planejando e quase fechamos negócio”, diz.

O freio nos planos da família Andrade é o mesmo vivido pelo publicitário e pequeno investidor do mercado imobiliário, Marcos Rogério Barsotti.

Ele atua desde 2005 como comprador de casas em condomínio de médio e alto padrões para revenda. “É uma forma de investimento, de fazer o dinheiro render. Comprei uma para mim, recebi um boa proposta e não parei mais”, comenta.

Para o investidor, o que mudou foi o tempo de revenda. “Do período em que colocava o imóvel à venda até concluir o negócio eram seis meses. Agora, está em oito meses. Mas não parei e nem pretendo parar. Só que preciso vender o imóvel para investir em outro”, explica.

No momento, Barsotti está com um imóvel à venda, uma casa em um condomínio fechado no ABC. “A entrega está prometida para este mês. Já recebi nove contrapropostas e aceitei ao todo quatro. No entanto, quem iria confirmar o negócio me pediu para esperar o ano virar e dará o retorno no final do mês”, conta.

O publicitário é outro que acredita que o mercado passa apenas por um fase de suspense. “Vou tentar o ramo de construção. Já estou começando”, aposta para 2009.

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