30/10/2006

Estudantes têm desconto em flat menos um ano hospedado

Fonte: O Estado de S. Paulo

Há uma tendência de flats se transformarem em residenciais com serviços

Vivi Zanatta/AESossego – Roberta Oldemberg optou por flat para evitar preocupações com compra de apartamento

A rotina da estudante de designer de jóias Roberta Oldemberg Neme, de 24 anos, não é muito complicada quando o assunto é arrumação de casa. “Quando chego no apartamento está tudo arrumadinho”, diz Roberta. Ela veio de Londrina, no Paraná, exclusivamente para estudar. No corre-corre da busca por uma moradia em São Paulo, optou por um flat mobiliado pela comodidade e custo. “Como foi tudo muito rápido, não tive tempo para procurar apartamento. E se tivesse que comprar um, teria de mobiliá-lo inteiro, o que se tornaria muito mais caro e levaria mais tempo.” Na avaliação do presidente da Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio (Embraesp), Luiz Paulo Pompéia, estudantes são clientes de primeira linha.

“Eles têm direito a barganha, pois ocupam 100% do tempo no ano”, diz.

A gerente de Locações da Imobiliária Leardi, Cintia Martins, explica que é nesta época do ano que os estudantes procuram mais pelos flats, que cobram entre R$ 1,2 mil e R$ 1,3 mil mensais – valor abaixo dos R$ 2 mil cobrados em média.

Perdizes, Higienópolis, Jardins e Liberdade são alguns dos bairros mais procurados por quem está na faculdade ou cursinho. Os descontos para estudantes variam de 10% a 30% sobre o aluguel mensal. Há flats que fazem convênios com faculdades, escolas e cursinhos.

Comodidade 
Roberta não precisa se preocupar com muita coisa. “No flat encontro conforto e segurança”, diz. O apartamento se divide em quarto, sala e banheiro.

Roberta tem direito a uma linha de telefone, tevê a cabo e uma camareira.

Usa a piscina, a sala de ginástica e dispõe de uma vaga na garagem com o custo de R$ 1,3 mil por mês.

Não só para estudantes o flat pode ser boa opção. O executivo Carlos Ribeiro, assessor da Presidência da Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP), pensou em alugar um apartamento. “Cheguei a conclusão de que o flat seria a melhor opção pelo fator financeiro, conforto e facilidade de me locomover até o serviço. Vou e volto a pé”, diz o executivo, que morava no Rio de Janeiro. Ele se mudou há quase um ano para São Paulo e diz estar satisfeito com a escolha.

Segundo o vice-presidente de Administração Imobiliária e Condomínios do Sindicato de Habitação (Secovi-SP), Hubert Gebara, há uma tendência de flats se tornarem residenciais com serviços. “Isso vem ocorrendo no último ano”, afirma. “E embora novos flats não estejam sendo lançados, isto não significa que os flats deixaram de existir. Há flats, e outros que se transformaram em residenciais com serviços e vão bem.” Entregar um flat para uma imobiliária pode ser bom negócio para um proprietário. A administração tradicional das bandeiras, por exemplo, exige taxas maiores que as de uma imobiliária, que cobra de 5% a 10% do valor do rateio do condomínio para administrar e repassar o aluguel para o dono.

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