30/09/2010

Exposição no MAM-SP apresenta projetos paisagísticos de artistas franceses e brasileiros

Fonte: O Globo

Paisagistas criam projetos inspirados na alimentação para festival internacional em São Paulo. O evento conta com a participação da artista fluminense Beatriz Milhazes e do argelino Erik Borja

Plantas comestíveis, girassóis, pés de milho e árvores frutíferas são usados para desenhar jardins inspirados na alimentação, seja ela do corpo ou da alma. Os projetos foram desenvolvidos por artistas e paisagistas do Brasil e da França no Parque do Ibirapuera para a versão brasileira do Festival Internacional de Jardins de Chaumont-sur-Loire, promovido, por aqui, pelo Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP). O evento, realizado até então em território francês, tem curadoria de Felipe Chaimovich e co-curadoria de Chantal Colleu-Dumond e conta com nove trabalhos, que ocupam uma área total de 200 m², distribuídos no entorno da marquise do parque.

Conheça os projetos:
Beatriz Milhazes

(Fotos: Divulgação/O Globo)
Ao todo são utilizados 1500 girassóis na criação do jardim (Fotos: Divulgação/O Globo)

A artista fluminense cria um sol, fonte primeira de vida e alimentação, em semicírculos concêntricos e formas geométricas irregulares, com mais de 1.500 girassóis. As formas remetem à sinuosidade de seus trabalhos em pintura.

Louis Benech

Plantas frondosas criam obstáculos aos visitantes
Plantas frondosas criam obstáculos aos visitantes

No formato de um labirinto, o jardim criado pelo paisagista francês tem estrutura circular dividida por pés de milho, entremeados por árvores frutíferas. No entanto, as árvores e plantas frondosas criam obstáculos para o visitante, como num pomar que se fechasse sobre si mesmo, causando a sensação de estar perdido como nos antigos labirintos de plantas de castelos e afins.

Ernesto Neto e Daisy Cabral Nogueira

Jardim do artista, delimitado por um caminho sinuoso
Jardim do artista, delimitado por um caminho sinuoso

O jardim do artista e de sua mãe, paisagista, ambos cariocas, chama-se “Ovogênese, jardim” e é delimitado por um caminho sinuoso, cujo desenho forma uma entrada única para o centro do jardim, que visto de cima se assemelha a um feto em gestação.

Pazé

Jardim do artista, delimitado por um caminho sinuoso
Jardim do artista, delimitado por um caminho sinuoso

Os dois conjuntos de mandacarus plantados pelo artista paulistano têm esferas vermelhas com iluminação interna, mimetizando os frutos naturais dessa planta. Para o artista, esses cactos isolados compõem uma visão fantástica, que contrasta a secura típica da caatinga brasileira com o potencial alimentar do mandacaru.

Maro Avrabou e Dimitri Xenakis

Estantes metálicas delimitam um espaço interno para os visitantes
Estantes metálicas delimitam um espaço interno para os visitantes

O jardim dos artistas, um grego e outro francês, é composto por estantes metálicas que delimitam um espaço interno para os visitantes andarem como se estivessem nos corredores de um supermercado. Nas estantes estão fixadas latas com plantas comestíveis, identificadas por rótulos que figuram a espécie cultivada.

Christine e Michel Pena

No projeto, uma simulação de toalha de piquenique
No projeto, uma simulação de toalha de piquenique

O casal de paisagistas franceses criou o “Le jardin amuse-guele” (em livre tradução, “O jardim aperitivo”), simulando uma toalha de piquenique que remete a hábitos de alimentação locais.

Erik Borja

Espaço com estrutura de metal bruto forma o ideograma chinês Hé
Espaço com estrutura de metal bruto forma o ideograma chinês Hé

Apropriando-se de símbolos da cultura oriental, o paisagista de origem argelina cria um espaço em que uma estrutura de metal bruto forma o ideograma chinês Hé, que significa cereal, base da alimentação na China.

Florence Mercier

 Paisagista francesa faz uma construção penetrável com tecido translúcido
Paisagista francesa faz uma construção penetrável com tecido translúcido

O trabalho da paisagista francesa traz planos verticais formados por tecido translúcido, que resultam numa construção penetrável, cujos caminhos são cobertos de ardósia. No centro, inacessível ao visitante, estão espalhadas sementes de flores campestres.

Michel Racine e Béatrice Saurel

Elementos de tecido retomam a tradição europeia de amarrar tirar de roupa de uma pessoa doente numa árvore
Elementos de tecido retomam a tradição europeia de amarrar tirar de roupa de uma pessoa doente numa árvore

Uma composição de tecidos é delimitada por árvores e cerca vegetal na obra dos paisagistas franceses. Os elementos de tecido retomam a tradição europeia de amarrar tiras de roupa de uma pessoa doente numa árvore, pela crença no seu poder de cura.

Serviço:
Festival de Jardins do MAM
Visitação: 22 de setembro a 31 de dezembro de 2010
Endereço: Parque do Ibirapuera – Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº – Portão 3, São Paulo (SP)
Horários: Diariamente, das 5h às 22h (horário de visitação do parque)
Entrada franca
Informações: (11) 5085-1300 ou www.mam.org.br

LEIA MAIS:

Escolha o seu estilo preferido de jardim

Pedras naturais ganham destaque nos projetos de arquitetura

Blogueiras dão dicas sobre decoração

1 Comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.