11/05/2009

Fase da vida deve ser avaliada

Fonte: Jornal da Tarde

O ideal é comparar as taxas de jutos e avaliar o orçamento da família

O momento certo de financiar não depende apenas dos juros ou do preço do imóvel. Noivos e recém-casados geralmente têm pressa para adquirir a casa própria. O mesmo vale para casais que estão planejando ter o primeiro filho – o imóvel é sinônimo de segurança. E quando a família pode dar uma entrada no momento da compra, o financiamento passa a ser uma opção ainda melhor.

José Patricio/AEOs noivos Wesley da Silva e Celise Salgado: ?quem casa, quer casa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ricardo Kenji, professor de Investimentos Imobiliários da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi), recomenda uma análise do orçamento antes de fechar a compra. “Consulte um advogado, compare as taxas de juros e avalie o orçamento da família”, indica.

É aconselhável dar uma boa entrada – e financiar o restante. “Se a pessoa der uma entrada e a prestação ficar menor que o aluguel, pode ser interessante fechar negócio agora”, diz Kenji.

A pedido do Jornal da Tarde, o matemático financeiro José Dutra Oliveira Sobrinho simulou a compra de um imóvel de R$ 200 mil por uma família que possa utilizar, para isso, R$ 2 mil por mês (confira acima). Quando a família financia 100% do valor, logo no início, ela só consegue quitar a dívida após 225 meses, apesar de ocupar o imóvel desde o começo.

Ao esperar três anos para financiar, pagando aluguel de R$ 1 mil e colocando R$ 1 mil na caderneta de poupança, já é possível dar uma entrada de R$ 39,5 mil – e financiar o restante em menos tempo. Neste caso, o tempo até a aquisição do imóvel é de 171 meses – 54 meses a menos.

Oliveira Sobrinho lembra, porém, que o cálculo não leva em conta a valorização real do imóvel ao longo dos anos. Quem espera muito para pagar tudo à vista, por exemplo, pode encontrar, no fim do período, um imóvel muito mais caro, embora o prazo para quitação seja menor.

A professora de inglês Maria Cristina Barreto, de 46 anos, utilizou o dinheiro da entrada a seu favor. Ao financiar a compra de uma casa na Granja Viana, em Cotia, na Grande São Paulo, ela vendeu um imóvel antigo para dar uma entrada de 40%. “Queríamos abater parte do financiamento para as parcelas ficarem mais baixas”, afirma Maria Cristina, que paga prestações de R$ 3,4 mil por mês. “Financiando 100%, as parcelas seriam praticamente o dobro do que pagamos.”

O analista de informática Wesley Ventura Pereira da Silva, de 26 anos, preferiu financiar um imóvel de R$ 103 mil na planta, dando uma entrada mínima. “Namoro há mais de quatro anos e fiquei noivo. Em novembro, demos R$ 2 mil de entrada e financiamos todo o resto”, conta.

Com a ajuda da noiva, a assistente comercial Celise Rosane Salgado, de 26 anos, Silva paga prestações de R$ 600 por mês. A intenção dos dois é casar e se mudar. “A previsão de entrega do imóvel é para entre janeiro e março de 2011”, diz Silva.

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