04/09/2008

Faturamento da indústria de materiais de construção cresce 46,12%

Fonte: Editoria Zap

Apesar da inflação e dos juros elevados, o resultado de julho foi o maior na série histórica do Índice Abramat

As alterações no cenário econômico brasileiro deste ano, como a alta da inflação e dos juros, não abalaram o mercado imobiliário e de construção civil.  Só no primeiro semestre de 2008, segundo a Embrasp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio), 16.539 unidades residenciais foram lançados em São Paulo e hoje há em construção na capital cerca de 1.300 prédios. Em função disso, as indústrias de materiais de construção viram em julho o faturamento das vendas no mercado interno saltar 46,12% em relação ao mesmo período do ano passado.

Segundo a Abramat (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção), o resultado acumulado dos seis primeiros meses do ano também apresentou expansão de 30,94% em relação ao mesmo período de 2007. Até mesmo em comparação a junho deste ano os negócios registraram aumento de 9,52%.

“Seguindo a tendência dos meses anteriores, o desempenho das vendas no mercado interno em julho continuou fortemente influenciado pelo crescimento das vendas dos materiais de base (tijolo e cimento), superando novamente o atingido pelos materiais de acabamento (pisos e tintas).”, diz o presidente da Abramat, Melvin Fox.

O desempenho das indústrias em julho foi o maior valor na série histórica de faturamento das vendas de materiais de construção no mercado nacional comparado ao mesmo mês desde o início do levantamento da Abramat, em 2004. “Com este resultado, o setor apresenta o 26º mês consecutivo de crescimento”, explica Fox.

O cenário próspero vivido pelo mercado imobiliário e da construção civil brasileiro tem contribuído para o recuo na taxa de desemprego no país. O número de funcionários contratados nas indústrias de materiais em julho apresentou crescimento de 9,82% em relação ao mesmo mês do ano passado. Em relação a junho deste ano, registrou crescimento de 0,37%.

Já não tão positivas estão as vendas no mercado externos, que registraram queda no período em razão do câmbio. No acumulado do primeiro semestre o recuo registrado em relação ao do ano anterior foi de 11,65%. Em comparação a julho do ano passado a indústria brasileira desembarcou 21,80% a menos e em relação a junho de 2008 a redução foi ainda maior, de 27,83%.

Mesmo assim, as previsões para este segundo semestre, segundo a Abramat, são ainda de crescimento, mas em ritmo menos intenso na comparação com o mesmo período do ano passado. “Vamos manter a previsão de fechamento do ano com crescimento total de 18% em relação a 2007”, diz o presidente da Abramat.

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