27/10/2009

Festival de Design de Londres apresenta jovens criadores

Fonte: O Estado de S. Paulo
Genotype, luminárias feitas de corian, desenhadas pelo polonês Tomek Rygalik (Foto: Divulgação)
Genotype, luminárias feitas de corian, desenhadas pelo polonês Tomek Rygalik (Foto: Divulgação)

Imagine um mundo povoado por objetos – enfim – sustentáveis, nos quais a consciência ambiental seja uma realidade aplicada ao nosso dia a dia e não um mero artifício para impulsionar vendas. Imagine agora um mundo no qual matérias-primas eco-friendly, como a madeira e o metal, surjam como real opção aos sintéticos no nosso cotidiano e como veículos para novas experiências estéticas.

Este mundo, certamente, ainda não existe. Mas, ao que parece, está em estágio de acelerada gestação, como pôde ser constatado na última edição do Festival de Design de Londres. O evento, que movimentou a capital inglesa entre 19 e 27 de setembro, reafirmou a posição de destaque da cidade no circuito internacional do segmento, hoje superada apenas pela Semana de Design de Milão – ao menos em termos de visitação e prestígio.

Ao contrário do que ocorre na Itália, Londres, em seus dias dedicados ao design, investe em diversidade: do programa fazem parte mostras oficiais, como a 100% Design (com foco mais empresarial) e a Tent, além de outras centenas de exposições alternativas e até mesmo pop-ups, sem dia nem hora para acontecer. Nada a surpreender, no entanto, levando-se em conta um festival que tem como traço predominante a ênfase no talento jovem.

E eles estão mesmo em toda parte – rostos pouco conhecidos que fazem da metrópole inglesa um grande laboratório em que novos nomes são testados e colocados à vista. “Londres é um ímã para mentes criativas”, pontuou Peter Mandelson, comissário de Comércio da União Europeia, durante a abertura do festival, que este ano recebeu cerca de 3 mil visitantes. Um sucesso, levando-se em conta a conjuntura econômica conturbada.

“Em tempos de adversidades, o design assume importância ainda maior. É a vez da abordagem criativa”, declara Ben Evans, diretor do festival, sinalizando a postura britânica – amparada pelo UK Trade & Investiment (órgão voltado para a promoção de negócios entre a Grã Bretanha e o mundo) – de colocar Londres no centro da criação mundial. Uma disputa que se promete acirrada, mas para a qual a capital britânica já provou que dispõe de credenciais consistentes.

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