16/06/2010

FGV prepara índice sobre investimentos no setor imobiliário

Fonte: O Globo
(Foto: Divulgação)
Futuramente, o indicador deverá agregar também o setor residencial (Foto: Divulgação)

Interessados em investir no setor imobiliário terão uma boa ferramenta para aferir a rentabilidade de seus negócios a partir do segundo semestre deste ano. É quando a Fundação Getúlio Vargas (FGV) pretende lançar o Índice Brasileiro de Rentabilidade Imobiliária (Ibri), indicador que trará dados consolidados sobre a receita de investimentos de imóveis comerciais, incluindo shopping centers, escritórios comerciais, galpões industriais e garagens, entre outros. Futuramente, o indicador deverá agregar também o setor residencial.

Segundo Paulo Picchetti – idealizador do índice, professor da FGV e pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia, que coordena o Índice de Preços ao Consumidor Semanal -, o Brasil não dispõe hoje de um indicador consolidado para o setor imobiliário, e essa é a grande motivação para a construção de um índice como o Ibri:

“Hoje, cada investidor conhece a rentabilidade de sua carteira de imóveis, mas não tem uma ideia clara do que seja o desempenho do mercado como um todo. Fazendo uma analogia com o mercado acionário, é como se cada investidor pudesse acompanhar a rentabilidade do conjunto de ações particulares que possui, mas não pudesse compará-la com a média do mercado, caso o Ibovespa não existisse.”

Picchetti ressalta ainda que o objetivo do Ibri é também atrair novos investidores para o setor imobiliário, que hoje eventualmente possuem um grande interesse, mas não dispõem de indicadores para avaliar com maior precisão a atratividade desses investimentos.

“Com o índice, o mercado ganha uma compreensão muito maior de si próprio, com aumento de transparência e informação, resultando em maior número de negócios, e portanto maiores perspectivas de liquidez e rentabilidade.”

O Ibri será trimestral e fornecerá o valor de avaliação dos imóveis, o valor das receitas de aluguel e de outras receitas correntes, e também o das despesas, tanto na forma de capital – investimentos e benfeitorias -, quanto despesas operacionais, como propaganda, despesa de condomínio, contas de entidades públicas etc. O indicador será alimentado com informações concedidas pelos agentes que detêm carteiras de investimentos em imóveis, como fundos de pensão.

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2 Comentários

  1. Investir em imóveis tem sido uma das formas preferidas de tentar assegurar melhores condições de vida. O tal índice será, portanto, muito bem vindo paa mim…

  2. Para um país como o Brasil que se propõe, no atual cenário econômico mundial,a se oferecer como alternativa de porto seguro para acolhimento de Capital Estrangeiro investidor é de se estranhar que tenhamos demorado tanto a estabelecer elementos aferidores e indexadores para potencial de valorização/rentabilidade também para o importante segmento investidor imobiliário.Excelente iniciativa não só para melhor orientação do aporte de Capital estrangeiro que tanto se espera, como também para melhor gestão dos investidores e profissionais, consultores imobiliários como eu próprio, atuantes no mercado internoo brasileiro.

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