29/09/2008

Fim da feira. E sem “”xepa””

Fonte: Jornal da Tarde

Evento que oferecia 30 mil imóveis termina com visitantes queixando-se de preços altos

Para muitos paulistanos, o domingo foi dia de comprar a casa própria – ou pelo menos de tentar. Em meio à euforia do 3º Salão Imobiliário de São Paulo (Sisp), realizado entre a última quinta-feira e ontem, muitos consumidores reclamaram do preço dos imóveis oferecidos pelas construtoras.

De casamento marcado, para o próximo dia 18, o casal Fernando Henrique da silva, 28 anos, e Kátia Andrade de Deus, 25 anos, ficaram espantados com os preços dos apartamentos no ABC Paulista. “Aproveitamos o domingo para procurar imóvel, mas está tudo muito caro”, disse ela, que é desenhista.

O casal buscava um apartamento de até R$ 100 mil, para ser financiado em dois anos, mas não encontrou nada nessa faixa de preços. “Estamos procurando algum imóvel na região, pois moramos em Diadema, mas tem poucas ofertas de apartamentos por lá”, lamentou Silva, que trabalha como auxiliar de enfermagem.

Outro casal que também buscava a ‘oportunidade perfeita’ para comprar a casa própria era o bancário Marcelo Menezes Sá, 32 anos, Márcia Andréia Alves de Oliveira, 27 anos, que trabalha com administração de pessoas.

Ontem, por volta das 14h30, os dois aguardavam na fila de espera de uma das construtoras presentes no Sisp, para buscar informações sobre um imóvel localizado na Zona Sul da Capital. Eles buscam um apartamento de dois dormitórios e estão dispostos a pagar até R$ 150 mil pelo imóvel, mas admitem que os preços cobrados pelas empresas do setor estão acima disso.

Sá afirma que eles só vão se casar após a compra da casa própria. “Vamos financiar o imóvel, mas, por enquanto, só estamos olhando as opções e pesquisando os preços.”

De acordo com Márcia, eles devem recorrer a um financiamento bancário para conseguir efetuar a compra do bem.

A terceira edição do Salão Imobiliário de São Paulo foi realizada no Pavilhão de Exposições do Anhembi, na Zona Norte da Capital, e contou com a oferta de 30 mil imóveis – sendo que 18 mil eram residenciais e permitiam a possibilidade de financiamento. As pessoas tiveram a oportunidade de escolher o apartamento durante o evento, procurar a instituição financeira e já sair com o contrato assinado.

 

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