28/03/2007

Financiamento com poupança crescem 77% na caixa

Fonte: Editoria Zap

No primeiro bimestre, instituição emprestou para habitação R$ 602 milhões dos R$ 1,59 bilhão de todo o mercado

Os financiamentos com recursos da poupança fecharam o bimestre com alta de 67%. Entre janeiro e fevereiro deste ano já foi emprestado R$ 1,59 bilhão, frente aos R$ 954 milhões desembolsados no mesmo período de 2006. Apenas a Caixa Econômica Federal é responsável por R$ 602 milhões – 37,8% do mercado. O volume é 77,8% maior que os R$ 338,6 milhões do mesmo período do ano passado.

 

Em número de unidades, os 18.676 contratos resultaram em uma evolução de 53,4% no bimestre, em relação às 12.174 unidades financiadas entre janeiro e fevereiro de 2006 por todos os bancos que operam no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE).

 

Na CAIXA, principal agente de políticas públicas do Governo Federal, o volume movimentado nos dois primeiros meses de 2007 foi suficiente para atender 8.964 famílias – 60,3% mais que as 5.411 do mesmo período de 2006.

 

O número de beneficiados via CAIXA é maior ainda quando acrescidos os financiamentos feitos nos 15 primeiros dias de março, elevando o total para 12.406 famílias atendidas (R$ 838,3 milhões). O número de novos negócios já é 77,5% maior que os 6.986 (R$ 440,2 milhões) contratos feitos entre janeiro e 15 de março de 2006 com recursos da poupança.

 

Para Jorge Hereda, vice-presidente de Desenvolvimento Urbano e Governo da CAIXA, são vários os fatores que impulsionaram a alta no mercado imobiliário como um todo e principalmente no âmbito do SBPE. “O cenário econômico favorável, o estímulo ao crédito e o recente anúncio de investimentos expressivos em desenvolvimento urbano dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) influenciaram muito”, disse. “Mas acredito que o mais importante foi que os bancos viram que o financiamento imobiliário é um produto interessante hoje”, acrescenta.

 

Segundo o executivo, na CAIXA, outro indutor dos bons resultados apresentados nos últimos quatro anos foi o investimento em material humano. “Ampliamos o número de gerentes regionais de mercado, oferecemos treinamento, tudo para estarmos mais próximos ainda dos mutuários”, afirma Hereda.

 

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