30/10/2006

Fique atento às oportunidades imobiliárias

Fonte: O Estado de S. Paulo
Zap o especialista em imóveis

Com a economia instável do Brasil, adquirir qualquer bem de consumo deve ser muito bem pensado para que o cidadão possa se planejar para assumir um compromisso financeiro e se programar para cumpri-lo. Seja uma mercadoria de supermercado, a compra de um carro, um investimento tecnológico ou imobiliário, o importante é aproveitar as oportunidades no período em que a economia e o mercado favorecem.

É fato que o brasileiro aprendeu a planejar e comprar na época certa, fazer estoque do que está barato e esperar o melhor momento para adquirir um bem, seja ele de consumo ou durável. Isso se observa nas promoções dos supermercados, que reúnem um grande número de consumidores defronte às gôndolas de mercadorias com desconto.

É assim que funciona em qualquer segmento. Num passado recente, nós assistimos a corrida aos carros populares, vendidos a preço acessível ao consumidor. Foi a grande oportunidade, para as pessoas que almejavam o sonho de ter os seus automóveis, de trocarem o transporte público lotado pelo conforto do veículo próprio para ir até o trabalho, mesmo que fiquem em congestionamentos no trânsito. Foi uma época marcante na vida dos brasileiros, mesmo tendo alguns consumidores que não conseguiram adquirir o bem, pois existiam listas de espera de mais de 90 dias para os que não se anteciparam na compra.

E como o maior sonho do brasileiro é obter a casa própria, o mercado imobiliário não poderia ficar de fora desses momentos célebres do consumo.

As vendas de 2004 em relação a 2003 tiverem um aumento considerável. Além disso, começamos o ano de 2005 com a boa notícia das novas regras do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), que prevê o aumento na avaliação dos imóveis de R$ 300 mil para R$ 350 mil e o limite de financiamento de R$ 150 mil para R$ 245 mil.

Outro grande fator é que empreendimentos imobiliários com valores de avaliação de até R$ 350 mil, cujos financiamentos só podiam ser feitos pela carteira hipotecária com juros superiores aos 12% ao ano, poderão ser enquadrados nas novas regras, podendo, ainda, o mutuário utilizar os seus recursos do FGTS, o que não era permitido por não se enquadrarem às regras.

Se na prática acontecer também a ampliação do prazo de financiamento e a baixa dos juros para os financiamentos imobiliários para determinadas faixas, sem dúvida, essa será uma das melhores épocas que o mercado imobiliário já viveu.

Se a idéia era esperar um pouco para ter o seu empreendimento, antecipe seus planos, pois o mercado está atrativo para a tomada de decisão. Então, não espere o bonde passar, pegue a carona das oportunidades e não deixe de realizar o sonho da casa própria.

* Feliciano Giachetta é diretor da FGI Negócios Imobiliários

Curtas impostos

Os cinco principais tributos, que mexem com a vida dos condôminos de São Paulo, serão discutidos no dia 19 de abril, terça-feira, na sede da Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo (AABIC), à rua Estados Unidos 89, com o objetivo de oferecer conhecimentos essenciais sobre os efeitos do Imposto de Renda, IPTU, DIMOB, Taxa de Lixo e ISS no segmento. O encontro, promovido pela entidade, será aberto com um café da manhã, a partir das 8h45 e terá a duração de 90 minutos, entre exposição e debate. Informações pelo endereço eletrônico:
eventos@aabic.org.br ou pelo (0–11) 3887-3372.

Pesquisa

Segundo o Sindicato da Habitação (Secovi-SP) houve estabilidade no mercado de locações em março. Segundo o levantamento, realizado com 150 empresas que atuam no mercado imobiliário da cidade de São Paulo, registrou-se variação porcentual positiva de apenas 0,2% no período analisado. Em fereveiro esse índice foi de 0,3%.

Ações

Ações locatícias crescem 37,8% na cidade de São Paulo, segundo dados levantados pelo Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP) junto ao Tribunal de Justiça. Em março foram registrados 2.421 casos, contra 1.757 em fevereiro . Ainda sob efeito da sazonalidade que caracteriza os primeiros meses do ano, tradicionalmente marcados por reduzido volume de casos, março teve 2.421 ações, contra 1.757 em fevereiro, 1.242 em janeiro e 2.209 em dezembro.

Despejo

Ações de despejo por falta de pagamento subiram 47,41% de fevereiro para março deste ano, no Fórum da capital. Segundo levantamento da Hubert Imobiliária e Condomínio, o volume de ações desse tipo foi de 2.245 contra 1.523 no mês anterior. As ações de procedimento ordinário, que incluem a denúncia vazia, tiveram alta de 53,62%. As ações consignatárias caíram 12,50%, enquanto as renovatórias de aluguel subiram 58,06%. 

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