15/12/2006

Flats saem do ostracismo

Fonte: Jornal da Tarde

Segmento recupera rentabilidade e a taxa de ocupação é a maior dos últimos anos, diz o Secovi

Considerado nos últimos anos os ‘patinhos feios’ do mercado imobiliário, os flats dão sinais de que estão prestes a sair do ostracismo. Com rendimento mensal na casa de 0,5% superior ao investimento, os apartamentos pequenos mostram-se uma boa opção de compra devido ao seu preço relativamente baixo e a perspectiva de aumento na ocupação nos próximos anos.

Especializada na administração de flats, a Oliver Consultoria Imobiliária é uma das empresas que indicam a aplicação no setor. “A hora de comprar é agora. É o momento certo de investir, porque o mercado está reagindo”, afirma Shirley Sorvillo, que trabalha com esse tipo de imóvel há 15 anos.

A experiência ajudou Shirley a superar o momento mais crítico para o mercado de flats desde a implantação desse tipo de hospedagem, no começo da década de 1980. “O mercado foi super ofertado. Em 2000, tínhamos 35 mil leitos disponíveis, que fizeram de 2002, 2003 e 2004 anos muito ruins”, comenta.

A oferta superou a demanda de tal maneira que há pelo menos dois anos não há sinal de lançamento de novos prédios nesse conceito. E, para Shirley, ainda não é a hora de novos empreendimentos saírem do papel. “Primeiro é preciso esgotar toda as unidades disponíveis.”

É aí que está uma das grandes oportunidades para quem prefere arriscar pouco e investir em imóveis – uma das fontes de aplicação mais seguras que existem. “Uma unidade de 38 metros quadrados, com um dormitório, custa R$ 55 mil, em média. O aluguel gira em torno de R$ 1.300 por mês”, diz Giovani Fumagalli, consultor da QF Flats Consultoria Imobiliária.

Adaptação

Os flats paulistas tiveram de se adaptar às novas exigências para conseguir reverter a queda nas receitas verificada no final dos anos 90. Hospedagem preferida de executivos em trânsito pelas grandes cidades, os prédios novos abriram espaços para receber convenções de empresas e criaram uma procura maior pelos apartamentos vagos.

Os empreendimentos mais antigos acabaram destinados à acomodação de proprietários e inquilinos mais assíduos, com contratos de maior duração. “Os prédios antigos estão se tornando residenciais. O condômino paga R$ 700 pelo condomínio, mas tem uma série de serviços disponíveis e a comodidade de viver em um apartamento bem localizado”, afirma Shirley.

Dados do Secovi-SP, o Sindicato da Habitação, indicam que os flats apresentam atualmente taxa de ocupação de 60%, a melhor dos últimos anos. Ainda assim, é recomendável fazer uma busca criteriosa para escolher com segurança o melhor tipo de investimento.

 

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