25/03/2007

Formato é de compra a longo prazo

Fonte: O Estado de S. Paulo

Ao contrário do financiamento, que tem resultado imediato, consórcio é meio de poupança para aquisição futura

Niels Andreas/AEZap o especialista em imóveisCrescimento – Perspectivas do setor de consórcio foram discutidas no Congresso Nacional de Administradoras de Consórcio (Conac)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Famílias que sonham em adquirir a casa própria, mas não têm pressa, podem planejar a compra e, assim, obter vantagens na negociação no futuro. Este é o perfil de comprador atendido pelo consórcio – segmento que está em franco crescimento no País – e é indicado para a compra a longo prazo.

“O mercado vem respondendo ao consórcio ao longo dos anos positivamente”, afirma o presidente da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac), Rodolfo Montosa. Em 2006, o setor cresceu 30%. Numa projeção conservadora, a previsão é que este ano aumente mais 20%. No Brasil, há 700 mil inscritos. A maior parte dos consorciados pertence às faixas de renda B e C. O crédito médio é de R$ 65 mil, segundo dados da Abac.

Esses números foram apresentados durante o 29.º Congresso Nacional de Administradoras de Consórcio (Conac) realizado de 21 a 23 deste mês em São Paulo. O evento reuniu empresários do setor para discutir os rumos do mercado no País.

O encontro ocorre em um ano especial para o setor imobiliário, em que a oferta explosiva de crédito promete movimentar as vendas. Mas, segundo Montosa, isso não afeta o mercado de consórcio: “O consórcio é um produto que não tem relação direta com qualquer tipo de financiamento porque você trabalha com o elemento de formação de poupança”.

Em outras palavras, o consórcio atende quem quer salvar recursos para comprar a casa própria no futuro. Já o financiamento atende a um perfil de comprador que necessita do imóvel a curto prazo.

Segundo o executivo, o consórcio é interessante porque o brasileiro tem dificuldades para poupar. “O poupador não tem um caminho de destino para o dinheiro. Então, qualquer motivo é motivo para ele gastar tudo no consumo”, explica.

Como as parcelas são pagas antes da compra do bem, não há incidência de juros. Por isso, o custo total do produto é bem menor do que o do financiamento. O cálculo das parcelas é feito por meio da divisão do valor da carta de crédito pelo número de meses. Sobre esse valor incidem a taxa administrativa, o seguro de vida, e a correção do saldo pelo Índice Nacional da Construção Civil (INCC). Algumas administradoras também cobram uma taxa de fundo de reserva, para assegurar-se contra o risco da inadimplência dos consorciados.

Outra vantagem é que, quando o consorciado é contemplado (por sorteio ou lance), ele recebe uma carta de crédito que equivale à compra a vista. “Por isso, tem maior poder de negociação”, destaca Montosa. Com o dinheiro, ele pode comprar qualquer tipo de imóvel, seja usado, novo, comercial, residencial, casa, apartamento ou até usar o recurso para fazer reforma.

Os riscos do consórcio são pequenos, segundo Montosa. “Tem a variação menos oscilante do mercado”, afirma. Caso a administradora vá à falência, por exemplo, o Banco Central, que regula as operações, pode intervir e o grupo é mantido.

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