14/10/2008

Galinhas dão graça aos ambientes

Fonte: Globo online

Simpáticas, elas estão presentes como cachepôs, peso de portas, móbiles, cestos de pães ou como bibelôs

Rio – Foi-se o tempo em que os pingüins reinavam absolutos nas decorações dos lares. Enquanto ficam confinados sobre as geladeiras, as galinhas, cada vez mais, conquistam seu espaço. Elas bateram as asas e passaram a ocupar também as mesas de jantares, as divisórias de ambientes, os jardins e as portas e diferentes cômodos de um lar.  

Zap o especialista em imóveisGalinha feita no tronco do coqueiro

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Além de simpáticas, para muitos, as galinhas ainda representam prosperidade. É o que diz a aposentada Lúcia Mendes, de 75 anos, que aderiu à onda das galinhas, há uns dois anos.

“Tenho cinco delas num móvel que divide as salas de estar e de jantar, além de uma d´angola no centro da mesa que a uso como cachepô. Acho uma graça, dá leveza aos ambientes”, diz Lúcia.

As possibilidades são várias. Há galinhas feitas de barro, cabaças, tecidos, cerâmicas, papel machê e até troncos e raízes de coqueiros. São produzidas em diferentes cantos do país. Em Uberaba, em Minas Gerais, há, por exemplo, as galinhas do Poleiro das Cores, onde as cabaças são usadas para dar corpo às aves. Os olhos, bicos, patas e cristas são de buscuit. Na cidade de São Paulo, Dalva Peirão usa tecidos, areia e tinta para criar pesos de portas, móbiles, cestas de pães, puxa-saco e enfeites de mesas. Em Porto da Galinhas, em Pernambuco, como o próprio nome sugere, não faltam opções de artesanato onde as aves dão o tom. Entre elas, a bem-humorada galinha talhada em troncos e raiz de coqueiros, uma criação do artista-plástico Carcará, que prefere usar somente seu apelido. Sua ave criada há dez anos tornou-se uma espécie de símbolo do local, e pode ser encontrada em diversos tamanhos desde 10 centímetros chegando a quase 12 metros de altura.

“Costumo dizer que sou um “ecoartesão”, faço as peças a partir da reciclagem e sempre tenho a fauna e a flora como tema”, afirma Carcará.

Ainda em Pernambuco, em Caruru, na vila Alto do Moura, quase todos os moradores sobrevivem do artesanato, e a galinha ali é de barro. Glécia Santos Adelino, de 25 anos, conta que pinta as d´angolas desde criança. Aos 18 aprendeu a fazer as peças em argila para complementar o corpo da aves – bicos, olhos, cristas e patas. Por dia, Glécia produz cerca de cem galinhas, que são vendidas ali mesmo para comerciantes de São Paulo, Espírito Santo e Rio de Janeiro.

Fátima Gomes, coordenadora do Programa de Artesanato do Sebrae em Pernambuco, explica que há seis é realizado um programa fixo de promoção e fortalecimento do artesanato onde são atendidos 12 grupos de artesãos, distribuídos na área metropolitana e na Zona da Mata. A intenção é promover a competitividade do setor a partir da demanda de cada grupo de artesão, tendo como foco a organização e qualidade da produção, assim como inserção em novos mercados.

Ela afirmou que a comunidade Alto do Moura é um dos grupos que já passou por todas as etapas de capacitação por meio de consultorias para melhoria da linha de produção, do layout, da estocagem e logística. O grupo já alcançou autonomia e segue sozinho seu caminho. Ou seja, além da graça que as galinhas conferem aos ambientes, elas ainda são fonte de renda para inúmeras comunidades. Então, que venham as galinhas, os pingüins, as bonecas e vaquinhas. 

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