21/09/2007

Garagem encarece condomínio

Fonte: Jornal da Tarde

O peso financeiro de uma vaga de garagem também pode ser sentido no valor do condomínio. Especialistas em administração imobiliário afirmam que, embora o porcentual sofra variação conforme o número de apartamentos e os gastos com manutenção, que são rateados entre os condôminos, ter um espaço a mais no subsolo pode elevar a mensalidade em até 50%.

“O custo da garagem no preço do condomínio é muito relativo, mas acresce sim no condomínio. Em média, entre 20% e 50%”, pontua a gerente de locação e vendas da Lello, Roseli Hernandes. Ela cita como exemplo dois imóveis semelhantes – dois dormitórios – de um condomínio administrado pela empresa. A mensalidade daquele que tem uma vaga de garagem é R$ 220 enquanto o com duas vagas paga por mês R$ 350 de taxa condominial.

O presidente da Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo (Aabic), José Roberto Graiche, conta que mesmo com os acréscimos ocasionados pela vaga de garagem, tanto no condomínio quanto no valor de venda do imóvel, é preciso considerar o conforto e a segurança que ela proporciona. “Às vezes, financeiramente, pode até compensar (prédios sem garagem), mas é preciso saber que há riscos de assalto ou danos ao veículo, que ficará exposto e sem segurança”, esclarece.

Já nos prédios comerciais, conta o presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto, onde o espaço da garagem costuma ter uma escritura separa e matrícula própria, o valor do condomínio das vagas chega a R$ 400. “Elas são vendidas como um imóvel e têm suas próprias mensalidades.”

Padrão e temanho ditma as vagas 

A definição do número de vagas de garagem por apartamento feita pelas construtoras pauta-se pelo padrão do imóvel. Quanto maior e mais sofisticada for a unidade mais espaço para veículos ela terá disponível no subsolo do condomínio. “As vagas seguem o poder aquisitivo do ocupante. No caso de uma quitinete no Centro, por exemplo, a vaga não interfere tanto no preço e nem na velocidade de venda. Já um apartamento de alto padrão, com três dormitórios, duas suítes e cerca de 100 metros quadrados de área útil que não tiver pelo menos duas vagas terá desvalorização e dificuldade de venda”, afirma o presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto.

Segundo o diretor de atendimento da Lopes, Cyro Naufel Filho, o mercado, à grosso modo, calcula o número de vagas conforme e metragem do imóvel. “Até 50 ou 60 metros quadrados, é aceito somente uma vaga. Se não tiver, tem desvalorização. Entre 60 e 120 metros quadrados, duas vagas. Se tiver só uma, está deficitário. Acima de 120, já pode ser exigido três ou mais vagas”,diz.

 

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