30/03/2007

Garantindo área externa

Fonte: O Globo

Cresce número de prédios da Zona Sul que estão ganhando varandas

André CoelhoZap o especialista em imóveisAs varandas dos apartamentos do prédio da General artigas estão em fase de construção

O sonho de moradores de apartamentos sem varanda de ter um espaço ao ar livre está mudando a cara de prédios antigos da Zona Sul carioca. Mesmo depois de 20, 30 anos de erguidos, os edifícios investem na construção de varandas. No momento, há pelo menos três em obras: nas ruas General Artigas e Visconde de Albuquerque, no Leblon, e na Paul Redfern, em Ipanema.

O investimento que o condomínio precisa fazer é alto: cerca de R$2,8 mil por metro quadrado. Na Rua General Artigas 97, a área das novas varandas é de 21 metros quadrados, o que representa um investimento de quase R$60 mil por apartamento. Os proprietários, no entanto, acreditam que vai valer a pena:

— Além do bem-estar que a varanda proporciona, a valorização do apartamento acaba sendo muito maior que a metragem que ele ganha. Se eu decidir vender esse imóvel, vou não somente recuperar o que gastei, mas ter um bom lucro — diz Carlos Alberto Mariz, morador do condomínio e integrante da comissão de obras.

Segundo o arquiteto Hugo Hamann, que assina o projeto, há casos em que os moradores recuperam a vista para o mar, perdida há muitos anos — na época em que foram construídos edifícios vizinhos, que acabaram obstruindo a paisagem.

O arquiteto explica que a nova varanda é apoiada em estrutura metálica e aparafusada na fachada. A obra dura cerca de seis meses e é executada na maior parte do tempo do lado de fora do prédio. Somente no fim, durante duas a três semanas, é instalado um tapume dentro de cada apartamento, a um metro da esquadria, criando um espaço para os pedreiros trabalharem nos acabamentos finais.

— Não há a sensação de aplique. Quem vê de fora, pensa que o edifício sempre teve varanda — garante Hamann.

O primeiro prédio do Rio que investiu na construção de varandas, 27 anos depois de erguido, foi o da Cupertino Durão 35, em 2002. O projeto também foi de Hamann. Depois disso, o arquiteto já foi consultado por mais de 200 condomínios interessados. A maioria, no entanto, não foi aprovada no estudo de viabilidade técnica.

— São edificações já muito avançadas sobre a rua — explica Hamann, lembrando que em 2005 acabou sendo criada a Resolução 578, da Secretaria municipal de Urbanismo do Rio, que cria regras para a execução desse tipo de obra.

 

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