26/08/2015

Gávea é recanto na agitada zona sul do Rio de Janeiro

Bastante residencial, a região abriga prédios baixos e altos, além de casarões e sobrados antigos

Fonte: Revista do ZAP

Bastante residencial, a região abriga prédios baixos e altos, além de casarões e sobrados antigos. Veja mais no guia de bairros da Revista do ZAP

Os moradores do Rio de Janeiro lembram-se da Gávea como bairro importante da cidade. A avenida Padre Leonel Franca, principal via do bairro, é que faz a ligação da zona sul a São Conrado, até chegar a outra região, a zona oeste. Mas o bairro não se resume a uma avenida com trânsito intenso. As ruas internas do local, como a das Acácias, dos Oitis, a João Borges e a Marquês de São Vicente, que liga o bairro ao Jardim Botânico, são verdadeiros recantos, que fazem da Gávea um excelente local para se viver.

Gávea em 1957 (Foto: Divulgação/IBGE)
Gávea em 1957 (Foto: Divulgação/IBGE)

Bastante residencial, a região abriga prédios baixos e altos, além de casarões e sobrados antigos. O preço médio do metro quadrado é de R$ 13.071, de acordo com o ZAP Imóveis. A área verde encanta. Além de muitas árvores e canteiros espalhados pelas ruas, o Parque Natural Municipal da Cidade, uma área de 500 mil m², é um trunfo do bairro. Lá estão árvores frutíferas e espécies raras, como árvores de pau-brasil. Ali está instalado o Museu Histórico da Cidade, que preserva cerca de 20 mil peças, entre elas o trono de Dom João VI, esculturas do Mestre Valentim e gravuras do pintor e desenhista francês Jean-Baptiste Debret.

Gávea, vista do Jockey (Fotos: Prefeirura/ Rio de Janeiro)
Gávea, vista do Jockey (Fotos: Prefeirura/ Rio de Janeiro)

O número de residentes é de 16.003, com renda média de R$ 5.315, segundo informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A concentração de comércio com mercados, farmácias e lojas em geral fica na altura da Praça Santos Dumont, região frequentada por muitos jovens e chamada de Baixo Gávea. Há muitos bares e restaurantes, abertos diariamente. Na praça, aos domingos, uma feira de antiguidade atrai turistas e moradores.

A infraestrutura é um ponto alto. São inúmeras as escolas públicas e particulares, entre elas a Escola Americana do Rio de Janeiro, a Escola Parque e o Colégio Teresiano. A Universidade Pontifícia Católica (PUC), uma das mais prestigiadas da cidades, também está instalada no bairro. Entre os hospitais estão o Miguel Couto, a Clínica São Vicente e o Posto de Saúde Albert Sabin.

Ônibus com destino a todas as regiões da cidade passam pela Gávea. O Metrô Rio finaliza as obras da Linha 4, com uma estação no bairro, prometida ainda para o ano que vem.

Moradores têm diversos locais de entretenimento e cultura sem sair da Gávea. Além do Planetário da Gávea, com o chamado “Observatório do Céu”, realizado na Praça dos Telescópios, o Jockey Club Brasileiro e o Clube de Regatas do Flamengo, inaugurados em 1926 e 1931, respectivamente, são palco de shows e festas particulares. O Shopping da Gávea completa a lista de atrações com cinemas e teatros.

Segundo a subprefeitura do Rio, o nome Gávea é originário da Pedra Gávea, montanha de 842 metros e  integrante do Maciço da Tijuca. Entre as décadas de 20 e 30 eram realizadas corridas de automóveis na região. Uma temporada oficial de turismo, chamada de 1º Prêmio Cidade do Rio de Janeiro ocorreu em 1933. O bairro expandiu a partir de 1970, quando foram inaugurados o Túnel Dois Irmãos e a Auto-estrada Lagoa-Barra, que cortou o famoso conjunto residencial Condomínio Marquês de São Vicente, conhecido também como “Minhocão”, construído pelo arquiteto Affonso Eduardo Reidy em 1952 para abrigar moradores que viviam em barracos no local.

 

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