03/12/2008

Gosto por improviso

Fonte: O Estado de S. Paulo

Em casa, Eric Thomas, inventa pratos no estilo “”street food””, o mesmo que faz a fama do seu restaurante Tantra

Zeca Wittner/AEZap o especialista em imóveisEric Thomas, dono do restaurante Tantra, em sua casa

SÃO PAULO – Surfe faz bem para o corpo, a mente – e o bolso. Não só porque um (bom) surfista pode ganhar dinheiro em campeonatos mundo afora, mas também porque o esporte pode conduzir ao encontro de uma outra profissão. No caso de Eric Thomas, a teoria se traduz na prática de comandar, há 10 anos, o restaurante Tantra, especializado em culinária asiática.

Na Vila Olímpia, o Tantra nasceu do interesse de Eric pela autêntica comida de rua que conheceu nas viagens pela Tailândia, China e outros países da Ásia. Os destinos, é bom dizer, eram escolhidos em função das melhores ondas. Com 16 anos, em 1989, esse filho de pai escocês e mãe inglesa foi estudar na Inglaterra e passava as férias surfando.

“Como todo estrangeiro, trabalhei em restaurantes e acabei me interessando por culinária”, diz. Por isso, mudou-se para os Estados Unidos em 1991, onde cursou gastronomia na Johnson & Wales University. Após dois anos, foi trabalhar em bares e hotéis da Califórnia. Em 1996, voltou ao Brasil e abriu um restaurante que virou bar, o Lollapalooza. “Depois, inaugurei o Tantra, que, resultado dessas viagens, faz uma fusão do melhor da culinária exótica asiática”, diz ele, hoje com 35 anos.

A comida servida ali mistura, entre outros temperos, pimentas, gengibre, gergelim, coco ralado, alho, orégano e hortelã. Na hora do almoço, os clientes montam o próprio prato, combinando especiarias com carnes, frango, peixes e legumes, todos grelhados em uma enorme chapa de metal no salão do restaurante (à noite, o cardápio é à la carte).

Antes de se casar e mudar para uma casa próxima do restaurante, há um ano e meio, Eric vivia em um sobrado de vila que nem fogão tinha – ele quase sempre comia fora. Mas agora, com Mariana, aproveitou a reforma do imóvel para montar uma cozinha onde pode receber os amigos enquanto comanda o fogão.

VISTA PARA O VERDE – Projetado pelo casal, o espaço reúne copa e cozinha separadas por uma bancada de alvenaria com tampo de vinhático, que sustenta o cooktop de 5 bocas (da Bosch, R$ 1.149, no site da Fast Shop). O lado da copa tem uma porta de vidro que leva ao corredor lateral da casa onde há um jardim. Assim, da mesa com poltronas Garden, do Empório do Junco (R$ 398 cada uma), pode-se observar o verde. Já a área da pia tem laminado com padrão de madeira nas paredes e bancada de inox da Elmec. Na parede perpendicular, nichos com temperos e suporte com ganchos para utensílios da M. Dragonetti (a partir de R$ 66,70, com 90 cm).

O espaço resume o estilo de Eric Thomas. “Não preciso de muito para cozinhar. Bastam uma tábua de madeira, uma panela wok e temperos frescos.” Mas ele não esconde o fascínio pela máquina de fazer pão da Cuisinart (modelo similar da Britânia, Bello Pane, por R$ 399,90, no site da Doural). “É a lei do mínimo esforço”, confessa. Muitas vezes, cozinha de improviso, no melhor estilo street food. “Abro a geladeira, vejo o que tem de comida e vou inventando.” Um exemplo? A truta detalhada na receita do Casa&.

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