04/09/2008

Governo amplia condições de financiamento com FGTS para compra de imóveis usados

Fonte: Jornal EXTRA

Nova regulamentação amplia faixa de renda exigida para a compra de imóveis usados de R$ 3.900 para R$ 4.900, nas regiões metropolitanas

RIO – O Ministério das Cidades alterou a regulamentação do programa Carta de Crédito Individual, que permite financiamento habitacional com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A Instrução Normativa (IN) 41, publicada no Diário Oficial da União de segunda-feira, amplia a faixa de renda exigida para a compra de imóveis usados de R$ 3.900 para R$ 4.900, nas regiões metropolitanas. O valor maior já era permitido para unidades novas. Na redação antiga, a renda máxima era de R$ 3.900 em todo o país.

O documento, que entrou em vigor na segunda-feira, aumenta também o valor de avaliação de imóveis financiados pelo FGTS para R$ 130 mil no Rio, em São Paulo e no Distrito Federal. Segundo o Ministério das Cidades, o valor permitido antes era de até R$ 80 mil para unidades usadas.

A Caixa Econômica Federal já vinha aprovando empréstimos de até R$ 130 mil, conforme uma decisão do Conselho Curador do FGTS, mas essa ampliação ainda dependia de regulamentação do Ministério das Cidades. A IN, porém, vale para outros bancos que trabalham com crédito habitacional com recursos do FGTS, como o Banco do Brasil e o Itaú, e os que vão iniciar a operação, como o Real, que lançará a linha até o fim do mês.

Desde maio, a Caixa aceita financiamento de até 100% dos imóveis usados. A cota aplicada antes era de até 80%. O prazo de pagamento também foi ampliado e pode chegar a 30 anos. Nesse caso, entretanto, a Caixa exige entrada de 20%. Para financiar o valor total (100%), o tempo é limitado a 20 anos. Há ainda a opção de financiamento de 90% do bem em 25 anos. As novas condições foram anunciadas no feirão de imóveis do banco, realizado em São Paulo em maio, e já estão em operação nas agências.

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