10/03/2010

Governo deve lançar Minha Casa, Minha Vida 2 com PAC 2

Fonte: Agência Estado

Segundo presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), anúncio deve ser feito em conjunto no próximo dia 29

CBIC afirma que neste ano deverão ser entregues 300 mil unidades (Foto: Divulgação)
CBIC afirma que neste ano deverão ser entregues 300 mil unidades (Foto: Divulgação)

Brasília – O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady Simão, disse nesta sexta-feira, 5, que o governo deverá lançar no dia 29 de março, juntamente com a segunda edição do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) a extensão do programa Minha Casa, Minha Vida. No entanto, ele não adiantou quantas casas deverão ser incluídas na extensão do programa. O dirigente afirmou que este ano deverão ser contratadas 1 milhão de casas na primeira edição do programa Minha Casa, Minha Vida, e que, também este ano, 300 mil unidades serão entregues.

Na avaliação de Simão, a destinação de parte do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) de trabalhadores que, no passado, compraram ações da Petrobras, para que esses acompanhem a capitalização da companhia, não deve comprometer programas de habitação ou saneamento que dependem dos recursos do fundo. “A decisão foi inteligente ao não abrir o uso do FGTS para outros usuários. Como está, não compromete”, disse o dirigente. Pelo acordo fechado na Câmara dos Deputados, somente poderá usar o FGTS quem já usou o fundo anteriormente para a compra de ações da empresa, e mesmo assim, até o limite de 30% do saldo.

Em 2010, o presidente da CBIC estima que o setor deve registrar um crescimento de 9%. Para 2009, ele afirmou que, utilizando os números divulgados até o momento pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a construção civil deve ter uma contração entre 3% e 4%. No entanto, ele questiona esses números, pois, na sua avaliação, o setor teria crescido, no ano passado, pelo menos 2%. Isso porque, segundo ele, os números do IBGE captam apenas o consumo de materiais de construção, e não o valor que ele agrega ao setor.

Na quarta-feira passada, Simão sugeriu ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, que houvesse uma revisão do modelo utilizado pelo IBGE para que fosse captada, de maneira mais precisa, a contribuição do setor para a economia brasileira.

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