05/05/2009

Governo facilita crédito para as construtoras

Fonte: O Globo

CMN também simplificou o processo de obtenção de crédito pelos exportadores

O Conselho Monetário Nacional (CMN) tornou ontem mais flexíveis as regras de uma linha de financiamento de R$ 3 bilhões destinada ao capital de giro das empresas da construção civil. Embora os recursos estejam disponíveis na Caixa Econômica Federal desde outubro de 2008, os empréstimos concedidos até agora não chegam a 10% do total da linha.

Segundo as empresas do setor, o excesso de garantias e a obrigatoriedade de usar o dinheiro em empreendimentos com patrimônio de afetação ou sociedade de propósito específico (SPE) dificultavam o acesso à linha. Essas exigências tinham objetivo de isolar a contabilidade dos empreendimentos que receberiam recursos e minimizar riscos financeiros. O CMN acabou com ambas as restrições.

Também foi eliminado o prazo de vigência da linha. Antes, os financiamentos tinham de ser concedidos até dezembro de 2009, e as empresas interessadas tinham que registrar os empreendimentos em cartório até 30 de junho. Agora, não há prazo determinado. As regras mantidas são a obrigatoriedade de o financiamento ser destinado à habitação, prazo de 60 meses e juros máximos de TR (Taxa Referencial) mais 11% ao ano.

Segundo o coordenador-geral da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Esteves Colnago, embora a União tenha liberado R$1,05 bilhão para dar garantia a 35% das operações, a Caixa vinha exigindo que as empresas ofertassem garantias de 130% sobre o valor dos financiamentos. Ele informou que o banco está revisando essa regra.

CRÉDITO A EXPORTADOR TAMBÉM É FLEXIBILIZADO – O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady Simão, comemorou a decisão do CMN e disse que aguardará “as regras internas da Caixa para saber se realmente as medidas surtirão efeito”.

O CMN também simplificou o processo de obtenção de crédito pelos exportadores. Agora, os bancos que descontarem os créditos cambiais de exportação (ou seja, anteciparem recursos para os exportadores) poderão cobrar do empresário os valores antecipados, caso não haja o pagamento pelo importador.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.